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BRASIL
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010, 09h:27

MEGA-SENA

Advogados de vítimas vão tentar reter o prêmio

ELDER OGLIARI
Da Agência Estado - Porto Alegre
Os advogados dos apostadores de Novo Hamburgo (RS) que acertaram as dezenas, mas não ganharam os R$ 53,3 milhões do concurso 1.155 da Mega-Sena, vão tentar convencer a Justiça a bloquear o valor do prêmio como garantia para eventual ressarcimento futuro de seus clientes. Eles estão montando uma ação ordinária na qual pedirão o pagamento do prêmio sorteado no final de semana e acumulado para o concurso de hoje. Além disso, requisitarão compensação pelos danos morais que seus clientes sofreram. A tese central é que a instituição federal responde solidariamente pelo erro de sua concessionária, a Lotérica Esquina da Sorte, que captou apostas de pelo menos 20 moradores de Novo Hamburgo no sistema de "bolão" e não lançou os números no sistema de controle da Caixa. Sem o registro, a combinação não foi reconhecida como vencedora e o prêmio acumulou para o concurso de hoje. "Nosso foco será caracterizar a responsabilidade da Caixa no episódio", adiantou a advogada Jos Mari Peixoto, do escritório que representa 17 dos apostadores que se sentiram lesados. A Caixa não comentou o assunto, limitando-se a informar que a venda de bolões pelas agências lotéricas é proibida e sujeita a sanções que vão da advertência à revogação compulsória da permissão. O caso também está sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo. A casa de apostas alega que houve erro na transcrição dos números para os volantes efetivamente apostados ou da gráfica que imprimiu o comprovante informal entregue aos jogadores. O delegado Clóvis Nei da Silva quer checar todo o material. Se encontrar volantes efetivamente apostados com alguma similitude ao que era ofertado, cresce a tese do erro. Se os comprovantes não aparecerem, aumenta a hipótese do estelionato. Os advogados da lotérica, que teve suas atividades suspensas, prometem comprovar que houve um "lastimável erro" sem qualquer intenção criminosa, cometido por algum funcionário ou pela gráfica.

Edição EDIÇÃO 16962




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