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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 06 de Outubro de 2012, 18h:42

GUSTAVO OLIVEIRA

Vitória e derrota

Hoje é dia de eleição! Vamos escolher o nosso prefeito e nossos vereadores. Quanto a estes últimos não vou ocupar muito espaço, nem mesmo fazer com que os meus poucos leitores percam seu tempo lendo algo sobre eles. A palavra insignificante - creio eu - resume bem o papel de nossa Câmara de Vereadores nas últimas legislaturas. Lar de escândalos e de leis que em nada ajudam a vida das pessoas que vivem nesta cidade. Já a prefeitura, por mais insignificante que venha a ser o inquilino do Palácio Alencastro, suas decisões afetam o dia-a-dia de centenas de milhares de pessoas que edificam esta quase tricentenária capital. Por isso, não podemos errar na nossa escolha. Não podemos nos omitir no momento de digitar o nosso escolhido. Já disse que respeito quem vota em branco, mas sou pragmático demais para protestar desta maneira. Se eu não escolher, alguém escolherá por mim – e aí, sim, terei que me conformar com o que vier. Prefiro errar com os meus próprios dedos. *** Desde o início do processo eleitoral as pesquisas de opinião – pelo menos aquelas ditas sérias - apontam que a eleição em Cuiabá pode ser decidida no primeiro turno. A única surpresa é que nesta reta final aconteceu uma inversão no nome do provável vencedor. Se antes era Mauro Mendes, agora é Lúdio Cabral. Ganhando um ou outro, alguns tabus políticos poderão ser quebrados hoje. Se Mauro vencer: Blairo Maggi, enfim, conseguirá ajudar a eleger um prefeito em Cuiabá; após duas derrotas nas urnas, finalmente, Mauro terá uma vitória. Já se o vencedor for Lúdio, o tabu quebrado será: o PT de Lula sai da fila e vencerá, pela primeira vez, em Cuiabá. Não é pouco. *** No capítulo da vitória e da derrota, amanhã será o dia de ungir vencedores e escolher os culpados. A vitória é coletiva e uma possível eleição de Lúdio Cabral no primeiro turno será creditada à aliança do PT com o PMDB do governador Silval Barbosa, que permitiu o discurso do alinhamento e deu a musculatura necessária para transformar um azarão num vencedor. Lembrarão, também, da eficiente campanha no programa eleitoral gratuito - que vendeu a ideia do bom-moço, de fala mansa, que toda mãe quer ter como filho. Não esquecerão – é claro - de enaltecer a participação especial do onipresente e arrasa-quarteirão Eder Moraes. Assim é a vitória! Já a derrota é solitária. Perder hoje ou daqui a quatro semanas pode significar o sepultamento da promissora carreira política que Mauro Mendes poderia ter. E começarão a caça aos culpados: Pedro Taques, que não aceitou o PMDB no palanque; o salto alto de quem achava que já estava eleito e economizou dinheiro no início da campanha; o programa fraco na TV; o uso da máquina pública pelo adversário... E por aí vai. Assim é a derrota! *** A derrota e a vitória fazem partem da democracia. Triste é o povo que não pode escolher os seus governantes. O meu, o seu, o nosso erro ou acerto é quem vai conduzir esta cidade nos próximos quatro anos. O povo é quem escolhe. Boa sorte, e viva a democracia! * Gustavo Oliveira é diretor de Redação do Diário. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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