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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ARTIGO
Segunda-feira, 22 de Março de 2010, 21h:17

AIRTON REIS

Vices, votos e vagões

Trocadilhos políticos ampliados ou reduzidos em ciclos eleitorais? Vitórias coligadas ou por méritos pessoais? Escadas rolantes ou escadarias regionais? Alternâncias ou permanências de poderes governamentais? Vacâncias ou oportunidades ocasionais? Acordos das bases aliadas ou núpcias partidárias contratuais? Vices ou versos remendados? Votos a vista ou votos parcelados? Vagões em movimento ou em trilhos estacionados? Responda você eleitor mato-grossense. Responda você cidadão cuiabano de nascimento ou por adoção. Responda você que foi assaltado em plena luz do dia em mais de uma ocasião. Responda você maratonista da administração municipal. Responda você malabarista da gestão estadual. Responda você aluno e aluna sem escola em tempo integral. Responda você Galindo e Silval. Responda você Tribunal Regional Eleitoral. Afinal, qual a incumbência institucional de um vice-prefeito e de um vice-governador na ordem legal? Afinal, qual a validade do voto digital? Afinal, quando de fato e de direito a ferrovia em traçado original? Perguntas que extrapolam o horizonte da mídia escrita e virtual. Perguntas que se repetem em mais de um encontro casual. Perguntas com respostas nem sempre objetivas. Perguntas com respostas nem sempre certeiras. Perguntas com respostas rasteiras. Perguntas com respostas enganadoras. Perguntas com respostas duvidosas. Perguntas com respostas nem sempre navegando em mar de rosas. Perguntas com respostas sem gabaritos. Perguntas com respostas pontilhadas em reticências. Perguntas com respostas respaldadas além das aparências. Antes, durante e depois na mesma balança fiel. Tempo presente, passado e futuro. Trampolim ou muro? Gangorra ou roda gigante? Montanha russa ou carrossel? Caçamba ou carroceria? Carro de mão ou carroção? Carruagem ou carrocinha? Carrilhão ou campainha? Novelo de algodão ou carretel sem linha? Carretilha sem cabo ou massa fermentada de farinha? Madrasta ou fada madrinha? Caramujo ou carrapato de galinha? “Ç” do começo ou “f” do fim de feira? Início ou término de carreira? Carne de vento ou carne de sol? Carne moída ou carne de panela? Sarapatel apimentado ou picadinho de moela, fígado, e coração? Carvão em brasa ou fogueira antecipada de São João? Carta aberta ou cartão postal? Carteira assinada ou “bico” informal? Cascalho lavado, areia de goma ou palácio de cristal? Cascudo barbado ou curimbatá? Mato Grosso ou Cuiabá? Lebre ou preá? Branca de Neve ou Cinderelas? Revistas em quadrinhos ou novelas? Dom Casmurro ou Dom Quixote? Pá de cal ou vala aberta com picareta? Meio fio ou sarjeta? Mariposa ou borboleta? Irmão caçula temporão ou irmão adotivo pela metade? Casulo ou casualidade? Castelão ou alcaide? Alcatéia ou colméia? Marimbondo ou favo de mel? Raposa ou Rapunzel? Fenda ou fel? Moribundo sem leito ou acróstico além do papel? *AIRTON REIS é poeta em Cuiabá-MT. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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