Como em vosso artigo, senhor Petrônio Souza Gonçalves, menciona-se que o povo brasileiro não é bobo, faço aqui minha apreciação ao artigo de vossa autoria, que a meu ver é de caráter inconclusivo. Nem todos os brasileiros somos unânimes ao governo FHC, inclusiva a figura do ex-presidente, mas houve no seu governo algumas situações bastante promissoras no que tange ao uso do dinheiro público. Há um princípio antigo que diz: est modus in rebus (Há um limite nas coisas). Uma dessas situações foi que, no governo FHC, não se aceitou insubordinações de setores do Executivo Federal, tais como os exemplos de seu artigo: Polícia Federal e Forças Armadas, que nada produzem de concreto, apesar de serem de importância à nação, mas que gastam imensamente recursos sem dar a menor satisfação ao contribuinte que lhes garante suas benesses. Ponto positivo ao governo FHC que mostrou à época quem manda e quem conduzia a política de austeridade necessária nos anos de ajuste da economia nacional, destruída pelos notáveis e brilhantes Sarney e Collor, figuras insígnes da memória popular, premiados com a cadeira de senadores da república. Ficou ainda mais claro que esse ajuste doeu nos bolsos de muitos, às vezes, os mesmos que propagaram e propagam que existiu um governo FHC sem caráter e sem valor. Ainda mais quando se sabe que o marco zero de uma nova visão de austeridade, do bom senso com o bem público, renasceu sob a égide do governo FHC, condição essa que foi deixada às favas pelo atual governo, cujo partido foi a principal sirene de mentiras e boatos sobre o governo FHC; a ponto de tornar todas as inverdades como fato inquestionável na boca de seis em cada dez brasileiros. Hoje, longe dos fatos, há a noção que um partido da estatura do PT fez muito mal ao vender uma imagem ruim dos anos FHC, visando apenas o poder e não a verdadeira educação política dos que nele acreditaram; além, de prometer que ao alcançar o poder faria diferente e lidaria com a res pública de modo correto, prometendo em termos de ética o paraíso moral. Está consagrado que suas virtudes na prática se mostraram tão ínfimas quanto inexistentes. Em termos médicos, extirpar uma doença já em simbiose com o hospedeiro requer racionalidade e consciência de que na vida há perdas e ganhos, por isso muitos não aceitaram quando lhes foram tiradas as tetas governamentais das estatais como Vale do Rio Doce, Embratel e Embraer, setores fisiologicamente corroídos e que apresentavam prejuízos aos cofres públicos e nenhum lucro à nação. A privatização fez bem a todas essas empresas, diluindo o mal partidário e eliminando os conchavos. É pena que tudo foi água abaixo no governo atual, visto que os cofres públicos e o próprio tesouro nacional foram e estão sendo assaltados pela quadrilha de plantão, deixando para trás inclusive a lei de responsabilidade fiscal e a austeridade no trato das finanças públicas. FHC não é um cadáver pois todos os grandes homens, como exemplo: os dois grandes florentinos de nome e renome, Dante e Maquiavel ou o romano Marco Túlio Cícero, que a despeito de guerras políticas também foram em suas épocas defenestrados e tratados como párias sociais. O mal de FHC foi ousar eliminar as reentrâncias e saliências na política nacional no quesito econômico, devido às conquistas do plano real, que de forma realística aplainou a inflação que retirava o poder aquisitivo do verdadeiro cidadão e cidadã trabalhares desse país, e não dessas corporações sindicalistas, mofadas e lotadas dos vícios ociosos dos que vivem a locupletar a consciência e a confiança do sindicalizado compulsório. Para elas e principalmente para a esquerda, inflação é fenômeno de direita desumana e conservadora, e só existe por incompetência de governos direitistas. Sem o escudo da inflação alguns partidos esquerdistas tiveram que reformular seus ataques, porque o fim da inflação destorcida permitiu o fim do radicalismo de que somente uma economia planificada levaria a igualdade social dos homens. Os ataques da esquerda moribunda tem como alvo os intelectuais designados por eles como de direita, que de fato são homens vaidosos de suas conquistas acadêmicas e por isso são alvos de invejas por parte dos que não aceitam e não entendem suas teorias e conjecturas. Reconheço que gloriae et virtutis invidia est comes (A inveja é a companheira da glória e da virtude). O ruim é quando essa inveja é transformada em raiva e ódio fígadal, desnecessariamente ideológicos, visto que em verdade são apenas antipatias de cunho opinativo. Por fim acredito ser cedo, e o próprio FHC o sabe, para avaliar seu governo, pois os pertencentes a intelligentsia sabem que a história só se pode consolidar-se após os primeiros trinta anos de passagem dos fatos, e, no caso, os anos FHC fazem apenas oito, ainda nem um terço do necessário para sua avaliação. Comento vosso artigo pois acredito: dubitando ad veritatem pervenimus (Duvidando chegamos à verdade). FLAVIO BENEDITO DE SOUZA, Funcionário Público, Cuiabá/MT
[email protected] Os dez mandamentos do mau político Caro editor dessa clara e oportuna matéria publicada sobre os Políticos, realmente é uma triste verdade mas gostaria que vocês da imprensa, criasse um espaço de orientação e cobrança com relação ao nosso temido eleitor. Fico triste e ao mesmo tempo acordo para o amanhã, os nossos representantes são pessoas pertencente ao um modelo de pensamento que grande parte da nossa sociedade defende, ou seja, o levar vantagem em tudo não poderia ser diferente a maioria de nossos representantes escolhido por todos nós, lembramos que colhemos aquilo que plantamos. Analise o perfil de nossos políticos pelo afeto e participação que os moradores de seu bairro realizam, infelizmente é um jogo de interesse muito grande defendido pelas duas partem,eleitor e os políticos nós precisamos urgente de enxergar nas pessoas seus valores como cidadão, e não seu potencial econômico ou por pertencer a grupos políticos. Esse levar vantagem em tudo faz parte de nossa cultura política, e está se alastrando nessa nova geração, isso é lamentável que nossos jovens analisam a política como uma coisa ruim, sem a participação dessa parcela da sociedade dificilmente vamos termo lideranças em nosso pais. REGINALDO LOPES, Professor, Barra do Garças/MT
[email protected] CRM aciona padre por curandeirismo A vida enseja direito indisponível, por isto, abster-se de tratamento convencional à saúde, ou seja, experimentado cientificamente, para aventurar-se em tratamentos inócuos, quando não ofensivos à própria vida, é no mínimo irresponsável. O aludido tratamento capitaneado pelo Pe. Barth, se possível, deve subsidiar o tratamento médico ou farmacológico. MAXWELL TEIXEIRA, Ass. Adm., Cuiabá/MT Estudantes param trânsito por passe-livre Isso é o que acontece quando os políticos criam medidas populistas. No Brasil ninguém quer mais trabalhar e ser auto-suficiente e sim fingir de miserável para ser beneficiado pelos programas sócio-eleitoral dos políticos cara de pau deste país. LUIS ANTUNES DE MAGALHÃES, Professor, Cuiabá/MT
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