ARTIGO
Sábado, 02 de Março de 2013, 12h:25
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PRISCILA VILELA
Tropeçando nos buracos
O ponto específico em que as crises precisam chegar para que um problema seja resolvido e tido como um problema geral da cidade me incomoda. Há anos, muito tempo mesmo, os cuiabanos tem que desvencilhar dos buracos espalhados por toda a capital, quebram carros, quebram pernas ao tropeçar nos panelaços, mas nada havia sido amplamente feito. O antigo prefeito da cidade, Francisco Galindo fez inúmeras ações de tapa buraco, que na verdade, era o tipo de ação pra inglês ver. Os funcionários responsáveis pela obra iam até um local jogavam ao que parecia barro nos buracos e pronto, se instalava uma placa enorme dizendo que a prefeitura passou por ali e atendeu aos anseios da população. Passou, passou, mas nada fez, porque no dia seguinte, ou assim que a primeira gota de chuva caísse o buraco já tava lá novamente e enorme. E assim se seguiu por toda a cidade. Essa observação na verdade, é quase um pleonasmo de passeio pela cidade. Penso nisso todos os dias quando saio para o trabalho e nem arranjo um meado para conseguir desviar das crateras, já que toda Cuiabá está assim. Agora, anos após o primeiro buraco se instalar e ficar por anos em qualquer rua da cidade, o prefeito Mauro Mendes resolve se padecer da situação. Isso talvez, e também, tenha aquela faceta política, de criticar os antecessores, parecer mais próximo aos problemas dos meros mortais, mas enfim, o que se foi dito agora é o que todos já sabiam. O programa poeira zero é uma vergonha. Não foi nenhuma novidade, mas quando soube desse pensamento concretizado em fala do gestor, senti um alívio daqueles que se sente quando alguém que pode mudar essa situação partilha da sua opinião. Afinal, imagino, se ele também acha e também anda por essa terra, eu não estou aumentando nada e algo será feito e o mais importante de tudo, a sensação de viu, eu não menti!. Agora, o que resta é rezar para que os novos recursos, daqui para frente, sejam diretamente e bem aplicados. O próprio atual prefeito reconheceu que atualmente mais de 700 quilômetros da malha viária da cidade estão ainda estão por asfaltar, e ainda, boa parte dessas vias que já estão causando transtornos, foram asfaltadas recentemente. Se rezar não bastar e não for o suficiente para fazer as melhorias necessárias, pontuo que a população precisa finalmente sair às ruas e pedir o que é seu de direito. Afinal, quem não ouve na conversa, ouve no grito. PRISCILA VILELA é repórter