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ARTIGO
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007, 19h:09

LEITOR

Três mortos em chacina envolvendo diretora do Campus da UFMT de Rondonópolis

“É com profundo pesar que recebi a notícia das mortes em Rondonópolis. Formei-me este ano e tive o prazer de ter a pré-reitora em minha colação de grau, que foi extemporânea, e ela com toda a gentileza e atenção conduziu a cerimônia, mas o que mais me chocou foi ter sabido do assassinato do professor-dr. Alessandro Luiz Fraga, que foi meu professor durante dois semestres em duas disciplinas, oportunidade em que todos nós, daquela turma, aprendemos a amá-lo pela forma disciplinada, clara, e com a dedicação que ele nos passava; com ele aprendemos a amar o saber e o aprender. Ele era o perfeito exemplo de profissional, amava o que sabia e tinha um desejo e uma disposição de nos ensinar que tocava fundo nossa alma estudante. Nosso professor era a personificação da ética, da moral, e dedicação. Foi meu orientador no estágio, aprendi a amá-lo, e minha admiração por ele triplicou por ver e sentir o desejo de que fôssemos ótimos profissionais quando deixássemos a sala de aula. Seu nome era integridade. Espero que não fique impune essa violência sofrida por todos nós do curso de Zootecnia, contra o professor amado e admirado. Em seu último adeus, alunos choravam copiosamente temendo o futuro da Zootecnia sem nosso professor tão necessário e que hoje em dia é tão difícil de se ver e ter. Ele ficou pouco conosco, mas o bastante pra mudar nossa história profissional. Precisamos de esperança em dias melhores. Onde estão os Alessandros? Não permitam que os matem. Carla Borges em nome de toda a turma de 2003.” CARLA BORGES, zootecnista, Rondonópolis/MT [email protected] *** “É lamentável o que aconteceu na cidade de Rondonópolis. Cadê a segurança pública do estado de Mato Grosso? Será que não seria a forma de administração que deixa a segurança à mercê dos bandidos. Fala-se mal de todo mundo, fala-se do secretário todo dia e a toda hora, mas ninguém toma providências, de modo que tudo então continua do jeito que está. Queremos reivindicações políticas para a Pasta.” LUIZ AUGUSTO VIEIRA SILVA, acadêmico, Cuiabá/MT [email protected] *** “Pena! Mato Grosso voltou ao antigo bordão: ’44, lei de Mato Grosso’, só que com um agravante, quem usa arma são só os bandidos e muito à vontade, pois a insegurança pública está aí para todos verem. O governador da soja se esqueceu de que é sua obrigação dar segurança à população. Existe fim de semana com mais de 150 assaltos registrados, fora aqueles que não se registram devido à burocracia e ao descrédito na própria polícia. A certeza da impunidade, aliada à incompetência do nosso secretário, sem dúvida vem colaborando com o aumento do índice de criminalidade no Estado. Arrecadar a qualquer custo é a palavra de ordem do senhor Blairo, mas pra quê? Não vivemos só de recordes no plantio de soja, de estradas melhores, de aumento no repasse do Judiciário. O povo precisa de um mínimo de segurança para continuar vivo. Pelo amor de Deus, governador, vamos substituir esse secretário e investir pesado na segurança. Não é um simples pedido, é um apelo desesperado de um povo com medo, muito medo.” RUBENS O. ALMEIDA, economista, Cuiabá/MT [email protected] Tom e Júlio vão sair do TCE no mesmo dia “O Tribunal de Contas como o próprio nome já traduz, uma Corte que analisa contas e recomenda a sua aprovação ou não, não deveria ser composto apenas e tão-somente de pessoas com capacidade técnica na área contábil para analisá-las? Não causa estranheza o fato de termos no corpo de conselheiros desta Casa somente ex-políticos? ou por estes indicados e comandados? Da forma como é composto hoje o TCE, estariam, portanto, todos os conselheiros suspeitos de analisar qualquer dado, pois, como poderá ter legitimidade para julgar com isenção aquele que o ajudou na obtenção da vaga? A sociedade precisa estar atenta a isso, pois da forma como está me parece teatral, não refletindo o anseio social e necessário, da total isenção no julgamento, sem pressões políticas. Vamos exigir um plesbicito para analisar estes artigos da Constituição Federal e Estadual que ferem demasiadamente os interesses da sociedade.” SILVIA MARA LEITE CAVALCANTE, contadora, Cuiabá/MT [email protected] Maggi tenta convencer Jayme e Jonas “O senador Jaime Campos já foi governador e prefeito de Várzea Grande por duas vezes, e com grandes trabalhos prestados. Espero como contribuinte que ele tome uma posição técnica. A sua decisão não pode ser política, com o objetivo de prejudicar o governo, e facilitar o regresso do PSDB ao poder. temos que agir com grandeza; se a extinção dessa contribuição prejudicar as camadas mais baixas da sociedade com relação aos investimentos na saúde, educação e moradia, que o senador certifique-se bem da importância do seu voto. Ninguém melhor do que ele para saber disso. O que não podemos é ver a sociedade pobre sendo prejudicada por questões políticas. A maior virtude do senador Jaime Campos ao longo dos anos tem sido o bom senso, o despreendimento dele com questões pequenas e a decisão que ele tomar eu tenho certeza que é visando o bem comum.” CELSO FERREIRA GOMES, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] *** “Parabéns ao governador Blairo por mais essa ‘Maggica’. Tentar mudar o voto do senador Jayme, ou seja, a única vez que o cidadão fica verdadeiramente do lado do povo, votando contra a CPMF, ele quer mudar. Ah! a alegação é que se não continuar o imposto a saúde de Mato Grosso vai piorar. Nossa! É possível piorar isso que eles chamam de saúde? Se é, sou a favor de não só votar pela CPMF, como criar mais dez impostos para a saúde. Tenha paciência governador, tenha a santa paciência.” RUBENS O. ALMEIDA, economista, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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