Falar do caos no trânsito de Cuiabá, principalmente mal, é chover no molhado. Não é de hoje que ele é tema para discussões e de sugestões nos diversos segmentos da sociedade. Neste espaço, por exemplo, já foi cantado e decantado por nossos colegas jornalistas. Porém, e infelizmente, nada de prático aconteceu. E cada dia que passa ele fica mais complicado. Hoje está muito mais caótico que há 10 anos. Porém, desde lá, projetos e mais projetos foram preparados e a maioria deles nem saiu do papel. Resultado: caos total. O discurso continua o mesmo de sempre. Vamos modernizá-lo e colocá-lo à altura dos existentes nos grandes centros do país, alegam as nossas autoridades competentes. Como se nos grandes centros, ou nas principais cidades do país, o trânsito fosse uma maravilha. Se for, trata-se de um péssimo exemplo. Tomara que um desses grandes centros não seja São Paulo. Lá, meu amigo, a coisa está feia. Ninguém anda. Quem sabe estão esperando que Cuiabá cheque a tal ponto para que as providências sejam tomadas. Agora, o papo é outro. Com a preparação da Capital para receber jogos da Copa do Mundo de 2014, vários projetos estão sendo anunciados no sentido de modernizar e preparar Cuiabá par este grande evento. E esta preparação, como todos sabem, engloba uma série de melhorias, passando por vários setores. Saúde e saneamento básico, ao lado no trânsito, terão que ter prioridade máxima. Já se fala em obras de desbloqueios, ou seja, alternativa para a fluidez do trânsito para que as megaobras possam começar. Porém, até o momento nem desbloqueio significante foi feito. O perigo maior ainda está por vir. Será que estas obras paliativas irão funcionar? Se não funcionarem, como ficaremos assim que as grandes obras, com a interdição de ruas e avenidas importantes, começarem pra valer? Nem os mais otimistas conseguem prever dias felizes. Que a discussão passe para a execução e que tenhamos o mínimo de problemas no trânsito. Para isso, é importante, também, uma campanha de conscientização da população para os problemas que virão. Afinal, será muito complicado. E a participação de todos será mais que necessária. Por enquanto, vamos acreditar nas nossas autoridades e torcer para quer tudo seja o menos traumático possível. Hoje, cruzar Cuiabá pelas avenidas Coronel Escolástico, Prainha e Getúlio Vargas nos horários de pico é muito complicado. Bota complicado nisso. E que Deus nos ajude! *ROSIVALDO SENNA é editor de Nacional, Internacional e Veículos do Diário.
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