Um dos transportes mais populares dos últimos tempos, o sobre duas rodas, está tirando o sono das autoridades, principalmente os da área da saúde. As estatísticas dos acidentes envolvendo uma motocicleta são alarmantes no País. Na minha opinião, tudo por puro erro na educação no momento de tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O uso obrigatório de equipamentos de segurança, que se resume somente no capacete, é pura ilusão. Nem sempre protege a cabeça, mas e o resto do corpo, não precisa ser protegido? Tudo bem! O Contran Conselho Nacional de Trânsito, bem como o Denatran Departamento Nacional de Trânsito ou qualquer outro órgão responsável deveriam analisar com mais profundidade os inúmeros acidentes que envolvem as motocicletas. A moto foi criada para fugir do engarrafamento dos grandes centros. É justamente para esse tipo de transporte que surgiu a moto e com o tempo ela foi ganhando autonomia e hoje é utilizada para mil e uma coisas. É pura necessidade e é preciso rever todos os conceitos sobre a moto. No Jornal da Globo de quarta-feira (04) foi veiculada uma matéria sobre a intenção do Senado de zerar o IPI das motos populares, o que entusiasma os consumidores e preocupa as autoridades da saúde, já alarmadas com o alto número de acidentes envolvendo motos. Os carros param e elas passam. Daqui na minha casa de carro eu levo uma hora. De moto dez minutos no máximo", dizia a matéria. Mas é a pura realidade. Caso seja aprovada essa proposta de zerar o IPI das motos, o número delas triplicará em pouco tempo. Ótimo! Eu utilizo uma moto dessas de motoboy e não saio por aí a 100 por hora ou mais como vejo. É a necessidade de cada um. Aonde quero chegar é que as autoridades competentes deveria mudar a legislação em relação a primeira habilitação. O que se exige de praxe para fazer a CNH somente para automóvel, teria que ser casado carro e moto. Todos, sem exceção, deveriam possuir a habilitação para moto. É um meio de transporte seguro e que dá prazer ao pilotar. Acredito, que com a conscientização dos motoristas de um todo, não digo que acabariam os acidentes, mas tenho certeza que diminuiriam em mais de 50% o número deles. Ocorre que os motoristas de automóveis não respeitam os motoristas das duas rodas. Os chamam de entrão, de querer passar onde não cabem e por aí vai. Na verdade é o bonachão que está lá dentro do carro, no ar condicionado, ouvindo uma música, ou batendo papo no celular e ao mesmo tempo invadindo a outra faixa sem prestar atenção em quem vem. A desculpa de sempre: não vi ninguém. Ele surgiu de repente, sem dar sinal. Uma ova. A matéria da Globo diz ainda: Em todo o Brasil, o número de motos emplacadas no primeiro semestre aumentou 9%, comparando com o mesmo período de 2009. O Congresso pode dar novo gás a esse crescimento. Um projeto em discussão no Senado quer zerar o IPI das motos mais populares. "Vai ficar bem melhor o trânsito, menos carros"... e mais acidentes se continuar do jeito que está. O IPVA da moto às vezes é até mais caro que o de um carro popular e não sei por que tanta ignorância por parte de certos motoristas que se acham dono das ruas e avenidas. Respeitem no trânsito os veículos sobre duas rodas e boa viagem. * ADMAR SILVA DE PORTUGAL é jornalista e-mail:
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