Todos os dias o noticiário das páginas policiais traz matérias de apreensão de drogas e de crimes envolvendo usuários e ou traficantes no estado. O problema do tráfico e uso de entorpecentes parece se agravar a cada dia, com o envolvimento cada vez maior de adolescentes e até mesmo crianças. Embora a polícia venha atuando para fechar as chamadas bocas-de-fumo, quem comercializa sempre acha um jeito de inovar suas vendas para despistar a ação policial. Esta semana, policiais da Rotam descobriram um ponto de venda de drogas onde os usuários podiam fazer o pagamento com cartões de débito e crédito. Além do já conhecido disque droga, onde os usuários ligam para o traficante e recebem a droga em casa, agora eles também não precisam fazer o pagamento cash. Basta ter um cartão de banco para fechar o negócio. É a modernização facilitando ainda mais o acesso à droga e fazendo aumentar o número de usuários. Enquanto isso, os traficantes também diversificam os meios para o transporte da droga. Criam-se rotas alternativas, para evitar o flagrante da polícia, como também usam-se carros que não levantem suspeitas para poder trafegar livremente pelas rodovias. É o caso da apreensão feita essa semana pela Polícia Federal na cidade de Cáceres, considerada a maior dos últimos 15 anos. Nada menos do que 230 quilos de maconha estavam sendo transportados em uma ambulância que seguia com destino a Rondônia. Sobre a maca, cobertos com um lençol, ao invés de paciente havia tabletes de maconha. Pra driblar a ação da polícia todos os recursos são utilizados, o que não falta é criatividade. A apreensão foi possível em decorrência de uma denúncia anônima. Esse é apenas um caso em meio a tantos outros que ocorrem pelo país afora. A luta contra o tráfico é árdua e não poucas vezes uma batalha entre forças desiguais. Embora a polícia busque agir de forma constante para coibir a ação dos traficantes, muitas vezes esbarra na força do braço armado do crime organizado que tem no tráfico sua maior fonte de renda. Paralelo a tudo isso, cresce o número de jovens e adolescentes que se deixam seduzir pelas sensações que a droga proporciona e passam a fazer parte do círculo de dependentes que engorda a conta bancária do tráfico. Triste constatação! TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário
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