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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h:43

* LORENZO FALCÃO

Sexta-feira gorda

Dia redondo de tanta folia. Profano. Dia de soltar as amarras e se entregar aos desejos. Já é carnaval e a regra é aproveitar, porque daqui a pouquinho chega a quarta-feira com suas infalíveis cinzas. E só então, segundo a sabedoria popular brasileira, o ano começa pra valer neste país tropical. E eu aqui a escrever sobre o carnaval. Como não apelar para o saudosismo, eu, justamente eu, que já fui apaixonado pelo samba e que costumava aproveitar o carnaval como um desvairado folião, mas que hoje em dia já não me comovo tanto assim com essa fenomenal festa popular? Eu, justamente eu, que tinha planejado escrever sobre o tema ‘carnaval e poesia”, preparando matéria especial para a edição domingueira. E agora antecipo o tema e temo não dar conta de retomá-lo daqui a pouco, quando estarei editando o DC Ilustrado de domingo. Bom, a culpa é da Ângela Jordão, repórter de política aqui do DC, que deveria escrever neste espaço hoje, mas se atolou em outros compromissos textuais e, gentilmente, pediu-me para substituí-la. E eu aceitei, numa boa. Então a culpa não é mais da Ângela e passa a ser do próprio carnaval, já que se trata de um tema de possibilidades infinitas com seus confetes, serpentinas, balangandãs, passistas, enredos, fantasias, baterias, arlequins, colombinas etc etc etc... Enquanto minhas palavras lhe chegam, minha cabeça tenta adivinhar o que vai ser do meu carnaval neste ano. Tenho uma tradição particular que é assistir, mais ou menos, ao desfile das escolas do Rio de Janeiro, pela televisão. Torço pela Portela, mas a cada escola que entra na avenida viro casaca. Cada nova escola é um rio que passa em minha vida e meu coração se deixa levar. Ou lavar. Duvido muito que eu vá sair de casa para conferir o carnaval cuiabano. Ou esses outros que pipocam aqui pela Baixada Cuiabana. Admiro, entretanto, e até invejo um pouquinho, as pessoas que têm pique pra isso. De minha parte, no máximo, darei uma passadinha no Grito Rock, só para ver o que é que a baiana tem. Mas isso é só uma previsão e sabemos que não convém confiar cegamente nelas. Carnaval é isso aí... Tem dessas coisas de improviso e de programas de última hora, já que é um feriadão e a gente fica mesmo à toa. A certeza que resta é saber que na quarta-feira de cinzas, aqui mesmo na redação, estarei acompanhando a apuração do desfile das escolas de samba cariocas. Torcendo pela Portela, claro. * LORENZO FALCÃO é editor do caderno Ilustrado do Diário

Edição EDIÇÃO 16962




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