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ARTIGO
Quarta-feira, 06 de Junho de 2007, 20h:00

PAULO RONAN

Segunda Guerra Mundial (II)

Nesta quarta que passou a Invasão da Normandia fez 63 anos. Relembrando, é o Dia D, dia que os aliados partindo da Inglaterra invadem a França e marcham para libertar Paris. Acabava ali a Segunda Guerra Mundial no centro do mundo e transforma-se em um conflito periférico até seu fim definitivo com a conquista do Japão e a queda de Berlim. Ainda houve uma reação de Hitler na Bélgica abafada em três dias. Na última semana escrevi aqui sobre o grande conflito e que continuo hoje. A ênfase é sobre o papel desempenhado pelas três potências que derrotaram Hitler, Rússia, Eua e Inglaterra, particularmente sobre seus três grandes líderes Stalin, Roosevelt e Churchill. Ainda no primeiro artigo coloquei como Churchill causava uma paixão em toda minha geração a ponto de acharmos que foi ele que derrotou Hitler e que hoje é muito claro e forte para todos nós o papel de Stalin e da Rússia. Sem contar a liderança americana por conta do seu preparo industrial. Hitler seria derrotado sem a Inglaterra, mas não seria sem a Rússia e os EUA. Se a Inglaterra tem um papel que desempenhou com competência foi o de esperar e administrar os Alemães com sutis movimentos deixando ambígua a possibilidade de firmar em separado um acordo de paz durante o pacto de Hitler com Stalin e incitando os EUA a entrar na guerra. Explico melhor. A Alemanha já tinha ocupado grande parte da Europa sendo que a Tchecoeslováquia foi entregue de bandeja no Tratado de Munique onde Inglaterra e França foram signatárias. Ente 1939 e 1941 esteve em vigência um pacto de não agressão entre Alemanha e Rússia. A Inglaterra ficou só mesmo porque a França já estava no papo. Se partisse para o enfrentamento era “mamão com açúcar” para Hitler. Inteligentemente a insinuava para a Alemanha com um acordo em separado de paz e assim a manteve em “stand by” e enquanto esperava e trabalhava pela entrada na guerra dos EUA e pelo o rompimento do pacto de Hitler e Stalin, que todos sabiam ser frágil por conta do debate ideológico que dominava o mundo naquele momento. A Alemanha tratou de romper por arrogância o tal pacto e o Japão atacou Pearl Habor. Aí, como diz Betinho, foi “só panhar”. E ai pára a participação de Churchill. Bélica. No campo da política ele era mais articulado, e ai é uma opinião muito particular minha, por conta da sua origem no regime parlamentarista. Foram várias as cúpulas. Até a sexta ou sétima se não me engano, a de Casablanca no Marrocos, Stalin não participava. Estava matando alemão no frio russo. Ai ficava Churchill e Roosevelt articulando tudo terminava sem muita briga prevalecendo o consenso que inteligentemente era dado pelo inglês. Macaco velho. Até ai ele conseguiu evitar a famosa terceira frente, que era enfrentar Hitler no continente europeu. Para enrolar Roosevelt ele concordou na invasão da Sicília, que ele queria, mas vendeu caro. Na cúpula seguinte, se não me engano em Quebec no Canadá, Stalin melou tudo com uma mensagem que acusava os dois de cupulismo, grupismo etc. Na seguinte em Teerã só deu Stalin. Acabou o charme do bacana. Aí, se decidiu pela invasão que ontem fez aniversário. Dias destes li um livro que fala que o último brinde foi às duas da manhã puxado pelo Roosevelt que também fez o último discurso. No primeiro do Stalin foram feitos onze brindes. Então dá para imaginar que a festa foi grande. Foi ai que a guerra acabou. Então até a decisão de invadir de acabar com a festa e fazer o Dia D foi de Stalin. Não tem como não falar. Fui abordado depois do artigo da semana que passou pelo Raul Spinelli, o pai. Deu-me um show de conhecimento sobre a segunda guerra. Estarei visitando os livros dele sobre o assunto. * PAULO RONAN é economista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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