Luiza Borges Lopes de Portugal, 48 anos, viúva de meu irmão Hermes Silva Portugal, conhecido por Tininho, foi vítima de um infarto fulminante na noite do dia 19, última sexta-feira. Luiza era uma pessoa calma, amiga, companheira e dona de uma personalidade ímpar que somente ela sabia carregar consigo. Era tranquila e de uma invejável paciência que em todos esses anos de convivência próxima, jamais a vi fora de si, apesar de ter várias razões para ficar nervosa, mas sabia controlar seus nervos com seriedade e sabedoria. Que receba as graças de Deus em seu descanso eterno. No funeral da Luiza, na manhã do último domingo, encontrei várias pessoas que há tempos não via. Por que será que somente em velório a gente reencontra velhos e atuais amigos? É um ambiente onde familiares, parentes, amigos próximos e até conhecidos se reencontram com sentimentos de pesar à família enlutada. A morte é uma certeza que todos nós temos. Um dia vai chegar e ponto final. Aproveito deste artigo que escrevo, para expressar minha vontade em sã consciência, principalmente aos meus filhos Igor e Francielly, aos meus irmãos, amigos, parentes próximos e distantes e até a quem possa interessar que, ao morrer, não quero funeral (velório). Sou um doador de todo o meu corpo humano. Aos 52 anos completos, dos quais gozo de uma saúde instável, graças a Deus, sou um doador em vida. Na edição do jornal A Gazeta, de segunda-feira, dia 22, uma matéria na página 1 do caderno B, traz uma reportagem sobre doação de medula óssea, uma necessidade em todo o país. Portador de diabetes, não sei se poderei doar medula óssea, que é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, sob anestesia, e se recompõe em apenas 15 dias. Vou procurar tomar mais conhecimento e se for compatível, porque não salvar vidas. A notícia da morte de algum parente, amigo ou mesmo conhecido, dependendo das causas, provoca uma dor profunda em qualquer um. O fato de saber que aquela pessoa jamais vai estar ao nosso lado é doloroso. Eu penso diferente da morte. A certeza mesmo, porém quando eu deste mundo for, peço aos meus familiares próximos que digam que o Admar Portugal mudou para uma cidade qualquer do interior de MT como Bom Jardim, Feliz Natal, salto do Céu ou mesmo para fora do Estado. Não precisa ser fora do Brasil. Essa é minha vontade em vida e que espero ser atendido quando morrer. Não que seja por esses dias e sim por mais alguns anos à frente. ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter
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