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ARTIGO
Segunda-feira, 24 de Março de 2014, 22h:39

BRASILMAR NASCIMENTO ARAÚJO

Reflexões sobre o mundo

O júbilo dos povos, em todo o mundo, com o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi um registro histórico e incontestável de que somos da paz. Foi o conflito mais devastador da história. Milhões de vítimas. Travado, sobretudo nos palcos da Europa, nos Oceanos Atlântico e Pacífico, Oriente Médio, China, Mediterrâneo, Norte da África e Sudeste Asiático. Arrasando, principalmente a Europa e o Japão, onde foram despejadas impiedosamente pela Força Aérea dos Estados Unidos, sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, duas mortíferas bombas atômicas produzindo um caos generalizado naquele país oriental. Milhares de mortos. Na Europa, os temidos campos de concentração de Auschwitz e Treblinka, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial, onde se mantinham presos centenas de milhares de pessoas, inclusive crianças, enquanto os algozes do nazismo decidiam suas idas para as câmaras de extermínio. Genocídios em massa. O Holocausto que abalou a humanidade! A cronologia da história nos mostra que inúmeras guerras já sacudiram o mundo, em distintos períodos, mas ainda continuamos incapazes de conviver entre todos os seres, em todos os lugares, por todo o tempo, sem que a intolerância seja aflorada, de alguma forma, causando danos irreparáveis nas partes envolvidas. É lamentável. Certamente caminhamos, porque a maioria da humanidade é provida de valores imprescindíveis em um indivíduo, que busca a paz e tem na família o seu maior patrimônio. Caso contrário, só haveria vestígios da nossa civilização num cenário apocalíptico. Escombros humanos. Necessitamos, sim, da educação como paradigma das grandes transformações por um mundo melhor, como já vislumbrava o pedagogo alemão Fröbel (1782-1852), fundador do primeiro Jardim de Infância do mundo, em 1837 e autor do livro “A educação do homem”. Alcançamos níveis significativos de progresso, em todo o mundo, seja, em tecnologia de ponta na indústria naval, aeroespacial, automobilista e na agropecuária, mas infelizmente ainda temos conhecimento, no limiar do terceiro milênio, do homem sendo submetido ao degradante trabalho escravo. A comunidade científica internacional deu saltos extraordinários na prevenção, controle e cura de inúmeras enfermidades como é o caso das células-tronco potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, por exemplo, mas ainda nos deparamos com a intolerável homofobia, racismo e preconceitos. Navegamos por todos os oceanos, desde a Era dos Descobrimentos, que decorreu entre o século XV e o inicio do XVII, mas ainda destruímos implacavelmente a natureza, que é a nossa fonte de vida, sem pensarmos nas futuras gerações. Como dizer para os filhos que o rio não existe mais porque foi assoreado pelo desmatamento indiscriminado da mata ciliar que era sua proteção natural?!É inexplicável a insensatez do homem! A globalização que interliga todos os continentes, em tempo real, é um marco na área das comunicações: o homem conectado via satélite, seja concretizando grandes negócios, em intercâmbios culturais ou as redes sociais proporcionando laços de amizades em todos os lugares do mundo. Mas ainda assistimos estarrecidos à violência covarde contra as mulheres e indefesos. Construímos obras monumentais: túneis, pontes, hidrelétricas, ferrovias, cidades e a maravilha do Parthenon (438a.C.), na Grécia, visto como um dos maiores monumentos culturais da história da humanidade, mas os corredores palacianos e corporações privadas, em todo o mundo, são cúmplices da corrupção que mata! Uma guerra silenciosa que destrói sonhos e vidas e constrói o inaceitável: a coisificação do homem! O homem e suas imperfeições, mas de extraordinária capacidade de discernimento, criatividade e construtiva. Portanto, somos privilegiados de aguçada inteligência que pode nos proporcionar em sermos verdadeiramente melhores! *BRASILMAR NASCIMENTO ARAÚJO - articulista e poeta [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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