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ARTIGO
Sexta-feira, 09 de Março de 2012, 21h:08

PAULO ZAVIASKY

Políticos danificados

Desde algum tempo, o povo desta capital estranha a falta de administração, de atrações, presentes, anúncios de obras com inaugurações do tipo eloquente, requintado e exagerado do tipo que fazia a gostosa família Campos, de Várzea Grande(MT). Explico: com todos os defeitos dos políticos de passado recente, tivemos grandes heróis que urravam em favor do povo. Na Câmara Municipal de Cuiabá e prefeitos que honravam os brios de nosso povo. As obras a que me referi dos políticos Campos, de Várzea Grande(MT), eram comentadas e petrificadas em nossa história pela honra e pelo orgulho do povo desta região. Júlio e Jaime principalmente reinauguravam até obras dos outros, sempre inauguravam suas obras por pelo menos oito vezes e promoviam um escândalo danado de bom com foguetórios até para o lançamento de pedra fundamental. Porém, isso apenas demonstra que eles tinham orgulho do que faziam. Não tinham vergonha daquilo que promoviam, edificavam e mostravam para o povo doando a cara para o tapa do povo que, ao contrário, sempre demonstrou nas urnas o carinho e o reconhecimento mato-grossense. Era tempo de gente daqui mesmo, pessoas sérias, honradas e extremamente competentes nessa batalha campal pela cidadania. Em nossa Câmara Municipal, homens e mulheres cuiabanos urravam das tribunas do povo valores e princípios de dar inveja em nossa história. Nenhum político se atrevia a anunciar algo que o povo nem sabia. Jovens estudantes, na mesma hora, bloqueavam ruas, destruíam o Cine Teatro Cuiabá, queimavam os ônibus e davam uma surra no proprietário da empresa. Por aumentos secretos nos bilhetes do cinema ou nas passagens das jardineiras...ou ônibus. E os partidos políticos tinham competência adulta, histórica, democrática e cidadã. Nunca o povo ficava órfão da dignidade, como os exemplos da covardia de hoje. Jamais um edil se atrevia a se ajoelhar perante o alcaide. E já tivemos prefeitos do porte de um coronel Meirelles, responsável, enquanto comandava o 9º BEC, pelo asfalto até Cuiabá e pela moralização do Alencastro; um Frederico Campos, que salvou nosso Estado, logo após a divisão, da grave interrogação financeira cujas rédeas daquela gigantesca turbulência fora domada com suas mãos de ferro, sangue, suor e lágrimas que apenas a história começa a mostrar. Na Câmara Municipal, a fibra, coragem e a competência das mulheres cuiabanas edificaram esse orgulho que carregamos. Como Maria Nazareth Hans e Ana Maria do Couto, a nossa “May” (pronuncia-se Maí) que certa TV daqui teima em pronunciar erradamente como “Mêi”, provando de modo ridículo que nem se interessam pela verdade histórica e de respeito aos nossos vultos e heróis. Eram homens e mulheres que faziam plateias se silenciar de peitos estufados de orgulho pela dignidade, respeito e fibra de verdadeiros heróis. Vereadores que não recebiam salários trabalhavam por amor a esta terra, antes de os mercenários despencarem aqui e surrupiarem nosso dinheiro para pagar seus estratosféricos salários de hoje. O que estamos vendo hoje na nação inteira? Raposas espertas começaram a tomar conta de nosso galinheiro. Enquanto muitos países civilizados, até a França e seu Sarkozy, impõem barreiras contra estrangeiros danificados e declaram isso ao mundo, o Brasil acolhe mais pobrezas em nome da sobrevivência política, mesmo sacrificando o emprego de nossos irmãos tupiniquins. O mesmo acontece em Cuiabá. No silêncio da eternidade, enchemos a Câmara daqui de estranhos peregrinos, alheios aos nossos usos e costumes, alucinados vendilhões do Templo cujo medo do cheiro do povo é notável pela grotesca velocidade de tramas secretas pela falta de argumentos legais. Afinal, o que acontece hoje? São “zorros” encapuzados zanzando no Alencastro, esfregando as mãos pelo desmoronamento dos sonhos cuiabanos e pela covardia de todos, e nossa também. A todo momento anunciam novos nomes de candidatos para esses dois manicômios cuiabanos. Mas, até agora, nenhum deles teve a coragem de gritar o que o povo quer ouvir que vai rever essa porcariada que fizeram contra Cuiabá. * PAULO ZAVIASKY é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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