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ARTIGO
Sábado, 16 de Junho de 2012, 13h:52

EDUARDO PÓVOAS

O pino e a bola

Fico a imaginar o estrago que uma bomba napalm (aquela usada pelos americanos no Vietnã) fazia nas selvas e aldeias vietnamitas quando lançadas pelos caças F4 Phantom II do exercito americano. Os filmes da época mostravam que após o lançamento a selva parecia um campo de futebol, tamanha a devastação. Nada, absolutamente nada igual a uma cena dessas, de destruição absoluta, alguém viu neste planeta. Estrago dessa magnitude só foi repetido com tamanha intensidade anos depois na política cuiabana. Nunca vi tamanha execração provocada por simbiose. Ao aceitar ser candidato a vice-prefeito em Cuiabá, o sr. Chico Galindo não tinha mais de vinte e quatro meses de vida pública em Mato Grosso. Será que fez tanta asneira nesse tempo na Assembleia (onde só atuou efetivamente 12 meses) que merecesse tamanha indignação do povo desta cidade? Ou ao aceitar o convite para ser vice assinou sua sentença de morte? Claro que não foi bem assim, pois o titular da chapa vinha de um mandato e todo munícipe tinha pleno conhecimento do “trabalho” que vinha sendo realizado na capital. Ouvi um comentário dizendo que o Chico não foi eleito, o eleito foi o titular. Quer dizer que aqueles que o elegeram deputado estadual não votaram nele? Os votos foram exclusivamente daquele que encabeçava a chapa? Ah, dá licença! Andando pela cidade lembro-me bem de como era há alguns anos. Tropeçava-se em lixo e afundava-se nos buracos. Isso foi o Chico que fez? Hoje as coisas mudaram, e para melhor. Alguns pensam que é fácil ressuscitar e embelezar o cadáver que era Cuiabá. Culpam o Sr. Chico Galindo por tudo que aqui aconteceu, e quando pergunto se ele, ao assumir, continuou a dar de mamar o cadáver que recebeu, a pessoa pensa e nada responde. Pelo semblante essa pessoa tem certeza de que não foi o Chico quem provocou o terremoto na cidade, mas, na dúvida, pau no Chico. No Poder Legislativo tanto estadual como municipal tem gente que dá vergonha de ser chamada de parlamentar. Talvez alguns desconheçam o significado da palavra e nem assim foram execrados com tanta raiva como o sr. Chico Galindo. Tinha e tem que ser execrado quem “detonou” a cidade e a colocou no colo do Chico. Nem assim vai ser, então por que execrar quem em dois anos e meio vem fazendo muito mais que em seis anos de administração? Por que é baixinho, usa óculos, e ri sempre? Realmente, Chico, a napalm cuiabana, tem cor e credo. Credo eu não conheço. Mas cor, não tenho dúvida de que é azul e amarelo. O ódio e as críticas que alguns tecem são descabidas. Estão sentados na praça, sem lixo ao redor, com um bom asfalto no seu nariz (diferente do tapeazol de antigamente) com o salário em dia e o pau comendo no lombo do Chico. Não dá pra entender, mesmo! Não sou advogado do sr. Galindo e muito menos pleiteio cargo na prefeitura, mas fico a pensar de onde e por que a raiva doentia que o cuiabano (apenas uma parte) passou a ter desse cidadão que a duras penas muda, e muito, a cara da cidade. Chico, você virou para a grande maioria do povo desta terra o pino do boliche, enquanto a bola rola livre, leve e solta! *EDUARDO PÓVOAS - cidadão cuiabano [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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