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ARTIGO
Segunda-feira, 16 de Julho de 2007, 20h:14

JONAS JOZINO

O inferno de Pagot

A nomeação do economista Luiz Antônio Pagot para a direção executiva do Dnit – Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - está virando seriado de programa norte-americano: todo mundo sabe quando começa e o andamento dos capítulos, mas não sabe nunca quando vai terminar. O ex-secretário de Educação e homem número 1 do governador Blairo Maggi está vivendo um verdadeiro inferno. Ele vive a agonia de ter sido indicado pelo presidente com o aval de seu padrinho Maggi e sem saber se será aprovado pela Comissão de Infra-estrutura do Senado, que não está dando a mínima para resolver o problema de transporte do país, parado com estradas esburacadas, portos deficitários e por aí afora. Tenho acompanhado, de longe, como um verdadeiro expectador de tevê, esta via-crúcis de Pagot. O que me chama a atenção é a paciência que este economista vem tendo diante de toda esta situação e a embromação que os senadores estão demonstrando para dizer sim ou não à indicação de Lula. Primeiro foi o inexpressivo senador Mário Couto (PSDB-PA), que só para fazer jogo de cena pediu vistas do processo de indicação de Pagot. Achei estranho, para não dizer que houve má-intenção, um suplente da comissão pedir vistas para analisar um processo. Ora, o cara é nada mais nada menos que um suplente. Não terá direito a voto! Portanto, deveria deixar isso a cargo do titular. Foi ridículo! Pior ainda foi o parecer do nobre senador que pede investigação no caso de Pagot ter recebido salários como assessor parlamentar do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT) e da Amaggi, do padrinho Blairo Maggi, ao mesmo tempo. Se mostrou competência para as duas funções, mereceu, ora, bolas! Mas pior do que a atitude do paraense Mário Couto foi a do senador Marconi Pirillo (PSDB-GO). Marcou a segunda audiência para quinta-feira. Na noite de quarta-feira, mandou sua secretária cancelar a sabatina sem avisar o pobre Pagot e muito menos a bancada de Mato Grosso. Uma atitude baixa de quem está no comando de um Poder. Deixou muita gente que esperava o encontro a ver navios na porta do Senado. Dizem que quem está articulando contra Pagot é o PSDB de Mato Grosso. Quero acreditar que isso seja mentira, embora em política nada possa ser duvidado. Pagot no Dnit é importante para Mato Grosso. Pelo menos com ele lá poderemos ver nossas estradas sem buracos, espero. Portanto, não deveria haver este complô. Mas diante de tudo isso, acho que o governador deveria dar um ultimado ao presidente Lula, que o indicou oficialmente para o cargo. É preciso pulso duro nesta ‘brincadeira’ com senadores que estão querendo fazer “barganha” e intimá-los a resolver logo a questão. Não importa se o final possa vir a ser triste a Pagot com sua reprovação. O importante é acabar logo com esta ladainha. É por isso que a classe política vive em descrédito. Até quando os senadores vão brincar com coisa séria? JONAS JOZINO é editor de Esportes do Diário [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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