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ARTIGO
Terça-feira, 16 de Setembro de 2014, 20h:20

EDUARDO PÓVOAS

Novos e velhos mentirosos

Nem sei se é de cedro, aroeira ou angico a capa da cara de alguns velhos e outros novos políticos com seus inflamados discursos pós-convenção. Mentem descaradamente para o eleitor que continua a votar nas mesmas “tranqueiras” de anos atrás, iludidos pelas mesmas promessas. “Vou fazer uma ampla reforma fiscal neste país” dizem sem nenhum pudor, pois sabem que é isso que o povo quer e exatamente o que eles, no poder, não querem. O idiota do eleitor acredita e vota nele. “Vou transformar a educação deste país” o idiota do eleitor acredita. “Terá o povo brasileiro saúde de primeiro mundo” o idiota do eleitor aplaude e ainda diz: “esse sim vai mudar as coisas”. “Todo cidadão terá remédio em sua casa” novamente e cegamente o eleitor acredita. “Eu sim, represento o novo”, e o eleitor acredita. Toda eleição tem gente nova com novas técnicas de como nos enganar. Noventa por cento deles, com pouquíssimas exceções, são mentirosos deslavados, prometem sem nenhum comprometimento com a sociedade porque sabem que somos otários. Sem vergonha, pudor ou respeito, um dia eles se engalfinham por quererem ser candidato a este ou a aquele cargo prometendo “lutar pelo social” ou “defender” o povo. No dia seguinte, os mesmos que se engalfinharam, estão de beijos e abraços, e o idiota do eleitor ou cabo eleitoral, é capaz de sair no tapa para defender que o seu candidato é melhor que o do outro. Se não reagirmos, corremos nós eleitores, o risco de ficarmos muito pior do que eles. Vejam os discursos pós-convenção. Alguns prometem tanta coisa que já se esqueceram de que em um passado bem perto foram poder e nada fizeram para o povo. Sórdidos sem escrúpulo têm, por culpa nossa, a certeza de que nós eleitores, somos marionetes na mão deles. Sabem que depositamos neles nossas aspirações, porém sabem também que com meia dúzia de ovos, quinhentas telhas ou uma dentadura, calam nossas bocas. Até quando faltará a você e a mim, vergonha? Até quando vamos gastar sola de sapato ou saliva para dar um mandato a esse monte de tranqueira? Ah cara, tá na hora de levantarmos do túmulo, e reagirmos. É óbvio que nesse “balaio de gatos” tem gente séria. Tem gente com condições e vontade de acertar. Cabe a você e a mim saber escolher. Será eleito ou reeleito aquele que cumpriu com seus compromissos eleitorais. Aquele que levou a sério o voto recebido. Aquele que nunca desapareceu do local ou das cidades onde foi votado e respeitou o seu eleitor. Este sim tem credibilidade de voltar onde esteve há quatro anos e pedir voto. A você “nobre” candidato, não se preocupe e muito menos coloque a carapuça na sua cabeça. Nem todos são iguais. Se você é honesto e nunca mentiu, estas linhas não foram escritas para você, considere-se estar em alta, e com a eleição ganha. *EDUARDO PÓVOAS - pós- graduado pela UFRJ

Edição EDIÇÃO 16967




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