Nesta semana comemoramos em Cuiabá a 14ª Festa Internacional do Pantanal, sob o tema Turismo nos Caminhos de Rondon. A união de entretenimento e negócios não pode se limitar ao Centro de Eventos do Pantanal e deve se estender a todos que queiram ver Mato Grosso usufruir do que é a terceira maior riqueza do Brasil: o turismo. No ano passado, foram mais de 110 mil visitantes, sendo ao menos 20% de outros estados ou países. Para o turismo sustentável, é necessário treinamento para os anfitriões. Uma mão-de-obra mais qualificada para receber pessoas de todos os lugares do planeta, que estão acostumadas com as regalias do primeiro mundo. Lembro-me do dia do meu aniversário, um sábado, três de março. Levei minha mãe e uma amiga, ambas turistas, para visitar o Museu Histórico de Mato Grosso, ao lado da agência dos Correios no Centro da cidade. Chegamos às 12h30 e o horário de funcionamento, conforme o aviso na porta, era até às 13h. Duas funcionárias da recepção se recusaram a nos receber e disseram que atrapalhávamos o almoço delas e que nunca trabalharam até às 13h. Sugeriram que voltássemos outro dia. Tive que insistir. A dupla nos deixou entrar, mas se manteve de cara fechada. Enquanto visitávamos as salas, uma terceira pessoa nos seguia dizendo o quanto éramos inconvenientes e que teríamos que andar rápido. Não conseguimos apreciar o museu. Foi quando eu perguntei do que se tratava e, ela, descontroladamente, gritava e gesticulava, inclusive em tom de ameaça. A mulher era esposa de um segurança que estava de plantão e o esperava para um churrasco em família. Além de minha mãe e minha amiga, outras seis pessoas vieram fazer turismo conosco em Mato Grosso. Como dizer para alguém que viajou dois mil quilômetros que voltasse outro dia? O grupo, formado por paulistas, cariocas e uma sul-mato-grossense, foi embora encantado com as belezas naturais do Estado, mesmo com o lamentável incidente do dia. Outro ponto importante: já tentaram visitar um museu ou até mesmo uma igreja histórica nos finais de semana? Tenho certeza de que não será um programa de domingo à tarde. Estão todos os lugares trancados a sete chaves. THAÍS RAELI é jornalista
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