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ARTIGO
Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009, 23h:00

ALECY ALVES

Natal o ano todo

Adoro as celebrações natalinas. Para a maioria dos cristãos, esta data irradia felicidade, alegria, união e amor, esperança de dias melhoras e outros sentimentos que nos fazem mais humanos e solidários. Motivados pela história de vida do aniversariante, Jesus Cristo, a quem recorremos nas horas difíceis, várias vezes no ano, deveríamos expandir pelo ano inteiro as ações que praticamos nesse período festivo. Não precisamos, ou melhor, não devemos, nos doar apenas no Natal. Não há, no meu entendimento, ações próprias do Natal. Todos os dias as famílias carentes necessitam de uma palavra amiga, uma roupa nova, um cesta de alimentos. O mesmo acontece com as pessoas, especialmente crianças e idosos, que vivem nos abrigos públicos e filantrópicos, sem ou abandonados pelas. Por que visitamos esses locais e proporcionar momentos de felicidade somente no Natal? Outro dia, conversando com a diretora de uma dessas entidades, ouvi um triste lamento. Ela relatou que no mês de dezembro não consegue atender todos as pessoas que querem visitá-los, conversar ou levar lanches. Depois, a partir de janeiro, todos retornam à condição de abandonados, assistidos por uns e outros “gatos pingados” que já fazem trabalho voluntário regularmente. Essa constatação levou-me a concluir que talvez o sentimento de culpa por não ter praticado a caridade, um dos mandamentos bíblicos, durante o ano todo, é que leva a essa desenfreada corrida. Seria uma na tentativa de redenção de possíveis pecados? Sentimento de culpa por não compartilharmos o muito ou pouco que temos com aqueles que não têm nada, também poderia ser uma das causas da doação tardia. Sei que fazer promessas pode soar falso, sem crédito, levando em consideração a história da política partidária brasileira. Assim mesmo, vale uma reflexão com o compromisso de mudança de atitude a partir de 2.010. Sempre valerá a pena praticar o bem, ajudar a quem precisa e em troca receber sorrisos. Ou, ainda, saber que nossas ações estão contribuindo para a mudança de vida, mesmo que seja de uma única pessoa. ALECY ALVES é repórter

Edição EDIÇÃO 16967




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