ARTIGO
Sexta-feira, 27 de Junho de 2014, 20h:31
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ALECY ALVES
Mérito da população
Dizer que o Governo não fez a tarefa de casa para sediar os jogos da Copa do Mundo não é nenhuma novidade. Nem as obras fundamentais, sem as quais Cuiabá poderia ser excluída do maior evento futebolístico da terra, ficaram prontas a tempo. O estádio, denominado Arena Pantanal, por exemplo, foi concluído na marca do pênalti. Já as obras de reforma e ampliação do aeroporto Marechal Rondon nem na marca do pênalti, mas recebeu as adequações necessárias para não nos envergonhar na recepção das delegações e turistas. Já os Centros Oficiais de Treinamento(COTs) são para a posteridade. Lamentavelmente, sem os COTs nenhuma seleção, das oito que para aqui vieram, ficou concentrada ou treinou em campos cuiabanos. Não podemos nos esquecer das outras obras, se bem que a lista é tão grande, mais de 50, que só recorrendo aos projetos propagados para tentar lembrar. Ficaram pela metade ou mal começaram o VLT, trincheiras da Jurumirim, Santa Rosa; viadutos do Tijucal, Cristo Rei... Ufa! Na Segurança Pública, a falta de empenho governamental também ficou evidente. Nenhuma obra foi executada e todos os equipamentos utilizados foram adquiridos com verbas federais. E o que dizer do plano de inclusão de 4 mil homens nas fileiras policiais, um aumento de mais 50% do efetivo em quatro anos? A comparação dos dados oficiais sobre ingresso e desligamentos (aposentadorias, exonerações, entre outros) mostra que durante a Copa a PMMT teve apenas 122 policiais a mais, o que representa um aumento de 3% em relação a 2010, ano do anúncio. Portanto, se a Copa chegou, agradou e deixou saudades, como escreveu em reportagem meu colega Gustavo Nascimento, no que concordo plenamente, eu digo que o mérito, quem sabe em uns 90%, é da população. Devemos parabenizar, sim, mas a sociedade se o imagina na Copa! se transformou em imagina que Copa!. Alegria e hospitalidade são características do cuiabano, como retrata a história desse povo ordeiro e pacífico por natureza. E o espírito de paz e amizade dos torcedores que para cá vieram completou a festa. Esquecer-se dos problemas e celebrar o momento festivo é típico do brasileiro. É assim no Carnaval, lembram? Então! Claro que na Copa do Mundo não seria diferente. Esperado há mais de meio século e tão comemorado desde a escolha como sede, o evento que reúne os pés mais habilidosos do mundo para reproduzir a paixão de um povo não poderia fracassar. Não por culpa da população. ALECY ALVES é repórter