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ARTIGO
Terça-feira, 30 de Abril de 2013, 21h:12

ADILSON ROSA

Malas para brasileiros

O turista brasileiro é único no mundo. Por onde vai, desfila suas imensas malas o que tem levado os fabricantes a melhorar a tecnologia. Para o brasileiro, não há mala que resista. Por isso, os fabricantes – principalmente os chineses – já pensam em fazer malas reforçadas e maiores, uma vez que a bagagem dos brasileiros é, em média, o dobro dos outros turistas. As rodinhas das atuais malas não resistem a três trocas de hotéis na Europa ou em qualquer outro continente. Além das rodinhas, o pé também vai para as cucuias, sem falar que muitas vezes, o zíper também estraga deixando muita gente com a bagagem na mão. Aliás, turista brasileiro é um terror para os maleteiros dos hotéis, uma vez que carregam, em média, o dobro de malas – tanto no tamanho e no peso – do hall para os quartos. Sem falar que são obrigados a fazer a operação inversa quando termina a diária. Para o turista brasileiro, a mala deveria ser reforçada e com fundo falso para poder ser ampliada na medida em que vai comprando e guardando tudo para volta. Já tem empresas de turismo que pensam em contratar navios para transportar a bagagem em contêiner, uma vez que as empresas aéreas limitam a 32 quilos por duas malas, num total de 64 quilos, bem longe de uma tonelada, considerado ideal por alguns turistas gastadores. E esse privilégio de duas malas é exclusivo para passageiros brasileiros, num acordo internacional, embora muita gente acredite que seria pelo fato do brasileiro comprar quase tudo por onde passa, principalmente no exterior. E não tem essa de turista rico, classe média ou nova classe média – todo mundo volta com as malas quase estourando. Tem gente que traz mais da metade de lembrancinhas para os amigos. Claro que ficaria muito caro a operadora de turismo se responsabilizar por uma tonelada de bagagem do cliente, mas com certeza, faria o maior sucesso. Para os estrangeiros, seria um exagero, da mesma forma que uma empresa aérea da Ásia pretende cobrar o preço da passagem conforme o peso do passageiro, mas para o brasileiro, quanto mais bagagem trazer, melhor. ADILSON ROSA é repórter

Edição EDIÇÃO 16967




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