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ARTIGO
Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007, 20h:06

EDUARDO PÓVOAS

João e o famigerado estatuto.

Num país, onde de norte a sul e de leste a oeste há um cem números de estatutos para acobertar canalhas infantis e juvenis, não seria você que me lê homem de bem, pai de família, trabalhador, “contribuinte” compulsório do confisco de renda, a ter um para lhe proteger. Há estatutos para todos os gostos. Estatuto dos sem terra, dos sem teto, dos fumadores de maconha, dos cheiradores de cocaína, menos o seu trabalhador, pois não dará ibope a quem o fizer. Por mais que meia dúzia de entidades defenda a impunidade penal a esses delinquentezinhos, está na hora do povo brasileiro pintar a sua cara com as cores da indignação, e EXIGIR, eu disse EXIGIR que fosse incinerado esse malfadado estatuto. Mesmo que algumas autoridades achem que o momento de comoção pelo qual passa a maioria esmagadora do povo brasileiro com a morte do menino João no Rio de Janeiro, não seja o momento ideal para mudar esse imundo estatuto, o povo brasileiro acha sim, que é este, o momento ideal. Se isto não for feito num momento de grande comoção nacional, esse caso se tornará igual ao do pequeno Yves (um japonesinho de São Paulo) e de tantos outros hoje, totalmente esquecidos. Qual será o momento ideal para se modificar esse estatuto? Será no domingo de carnaval em plena Marques de Sapucaí? Vão colocar esses facínoras juvenis numa FEBEM da vida, sob o manto dos direitos humanos, enquanto os pais do pequeno João estarão numa FEMAL (Fundação do mal estar da vítima) arrasados, com uma família destruída, sem sequer receber visita ou auxílio das entidades que defendem direitos humanos a canalhas. Esses bandidos juvenis sabem de cor e salteado parágrafo por parágrafo desse famigerado estatuto. Se a polícia esbarra a mão num canalhinha desses, Imediatamente ele reage: “SOU DE MENOR”, soando como a frase que o autoriza a roubar, matar e saber que sua pena será de alguns (?) meses na FEBEM. Ouvi ontem, através de um meio de comunicação críticas às famílias que não sabem criar seus filhos. Esqueceram de dizer a esses críticos que a grande maioria das famílias brasileiras,os pais e mães saem ainda no escuro para defender o pão e só retornam à noite, ficando dias se ter diálogo com seus filhos. Dê a esse pai e a essa mãe, um emprego com salário digno e uma boa escola a seus filhos, que se fará desnecessário estar redigindo estatuto e mais estatuto. É hora do povo brasileiro se unir e mostrar aos homens do Congresso Nacional que nós não agüentamos mais. Calhordas e facínoras que mataram esse garoto, não merecem outra pena a não ser a de morte. Dizer que no país x, y ou z, existe a pena de morte e não resolveu nada é balela. Se essa pena estivesse valendo aqui, o Rio de Janeiro estaria hoje com menos cinco marginais soltos nas ruas a procurar outro João para esquartejá-lo. Não adianta me criticar dizendo que não sou da área, que não entendo de menor, de segurança pública etc etc. Posso não entender, porém, bate no meu peito um coração que sente muito bem a indignação do povo brasileiro, e principalmente a dor da mãe e do pai do João! Peço a Deus que a extensão desse meu coração esteja no peito daqueles que terão o poder de decisão na hora de acabar com esse maldito estatuto. * EDUARDO POVOAS é dentista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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