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ARTIGO
Quinta-feira, 07 de Abril de 2011, 21h:13

LEITOR

Hospital Metropolitano de Várzea Grande

“Louvável as gestões do Senhor Secretário da Saúde, Dr. Pedro Henry, para otimizar o atendimento da população mato-grossense no Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Louvável o questionamento perante a Justiça Federal do Presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso – CRM-MT, Dr. Arlan Azevedo, objetivando o cancelamento de licitação para contratar instituição do terceiro setor com vistas a administrar o precitado Hospital. Louvável o despacho do Meritíssimo Juiz Federal, Excelentíssimo Senhor Dr. Cesar Augusto Bearsi, indeferindo o pedido do CRM-MT, sopesando na constitucionalidade do modelo de gestão licitado pelo Estado. Estranhável a notícia de o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS) ser a única instituição com a documentação aprovada em 28 de março de 2011 na abertura dos envelopes do Edital de Chamamento sem fins lucrativos a administrar o referido nosocômio. Estranhável a outra concorrente, a Pró Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, não ter passado na análise documental, a qual, no entanto, poderá recorrer. Estranhável ter sido debatido o assunto pela comunidade médica e não ter uma concorrência acirrada entre Organizações Sociais. Louvável ou estranhável esse desinteresse em assumir esse modelo de gestão em todo o território nacional”. IVAN ECHEVERRIA, Contador e professor. Titular da Cátedra nº 175 da Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Convênio por fim de buracos na Capital “Espero que inclua o bairro Tijucal. Espero também que esses reparos beneficiem os bairros pobres. Espero também que não beneficie somente as ruas comerciais e as ruas onde passam os ônibus, afinal os ônibus não pagaram IPTU. Espero também que a minha rua seja beneficiada porque eu paguei o IPTU à vista. Espero também que haja fiscalização da qualidade do serviço, porque daí 30 dias o recapeamento do asfalto não presta mais e a empresa já levou todo o dinheiro. Poderia colocar o 9° BEC para fazer esse serviço porque, além de ficar mais barato e boa qualidade, estará ensinando profissão para o militares que tem que servir ao exército. O BEC profissionalizou muitos soldados e trabalhador braçal quando eles trabalharam na BR 163. Meu irmão por exemplo foi assim. Não tinha profissão, entrou para trabalhar no BEC e aposentou lá como motorista de transporte de máquina pesada. Parabéns ao 9° BEC. Os administradores de hoje querem apenas terceirizar porque é uma forma de eles enriquecerem”. DJANGO SILVEIRA, Estudante, Cuiabá/MT [email protected] *** Eu duvido. O bairro Village Flamboyant está abandonado há muito tempo. Existe no centro do bairro uma ‘área verde’ destinada a praça, entre as Ruas A e B, segundo os moradores mais antigos, mas até agora não saiu do papel. É um verdadeiro criame de mosquito e outros animais como jacaré sucuri etc. É a casa dos marginais que ficam de campana esperando a sua presa entrar na casa para dar o bote”. JOÃO SANTANA DE OLIVEIRA, Funcionário Público, Cuiabá/MT [email protected] *** “A notícia tem profunda mensagem de apelo a elevação da qualidade de vida da população da Capital. Não entendemos como a prefeitura permite depósito de lixo no Bairro Jardim Cuiabá, próximo ao trevo da Miguel Sutil, que não envolve investimentos, apenas fiscalização, mas não acontece nada; o nível dos habitantes daquele local é considerado dos melhores; são tributados devidamente por essa razão; uma providência definitiva, acabando com o problema já seria demonstração que vamos começar a cuidar da cidade, mesmo antes da aplicação dos recursos citados no convênio”. ACIR CARLOS OCHOVE, economista, Cuiabá/MT [email protected] A Agecopa cumpre sua missão “A única missão que vejo a Agecopa cumprir, é dar uma sinecura para políticos com falta de votos e alguns tecnocratas suspeitos. O resto é papo furado. Vide a obra na saída para a guia, parada há meses”. ADEMAR ADAMS, jornalista, Cuiabá/MT [email protected] *** “Para atuar legalmente, a Agecopa deveria apenas ser uma Secretaria Extraordinária visando priorizar e acompanhar os projetos de interesse da COPA e ser diretamente ligada ao ‘Governo Metropolitano’ de Cuiabá, citado no Artigo 6° da Lei 359/09 e que, apesar do prazo de 180 dias, até hoje, não foi legalizado mesmo sendo a autoridade legítima com o poder de liberar os recursos de qualquer investimento metropolitano a partir do aval das Câmaras e ConCidades municipais envolvidos”. JEAN M. VAN DEN HAUTE, Consultor, Cuiabá/MT [email protected] Um bando de idiotas chatos “Um artigo com certa coerência acadêmica, uma vez que utiliza um trecho de pesquisa no espaço escolar para demonstrar que os argumentos de defesa do velho cacique político são válidos. Porém, apesar de acreditar que a ditadura do politicamente correto, cópia em cor local da política de respeito às diversidades sociais, culturais e sexuais americanas, beira ao exagero; acredito que não cabe a ideia de espontaneidade do discurso do velho caudilho. A união das ideias do artigo é a ideologia, termo que une tanto as crianças da pesquisa quanto o decano político. Apresentando sobre o manto de espontaneidade e tradição o inegável capuz da discriminação e racismo. Sabe-se, a muito tempo, que o espaço escolar é o aparelho ideológico do estado por excelência, de acordo com o pensamento do filósofo francês Louis Althusser, em seu ensaio 'A Ideologia e os Aparelhos Ideológicos de Estado'. Os aparelhos ideológicos são responsáveis pela disseminação de conceitos em forma de dispositivos ideológicos que tem o objetivo de manter o poder das classes dominantes, além da finalidade de manter e gerar a reprodução social. Por serem ideológicos, os tais dispositivos, ocorre uma sujeição do sujeito a essas ideologias; o sujeito, por sua vez, não percebe que, submetido a essa sujeição, está sendo sujeitado, pois a constituição dessas ideologias é feita por crenças que o faz aceitar, passivamente, que as estruturas sociais existentes são boas, necessárias e desejáveis. As crianças no espaço escolar estão expostos a ideologia, daí que em suas falas são tão passivas ao tema preconceito racial ou étnico. O articulista como bom economista sabe o quanto é caro ao cidadão comum a mudança de paradigmas sociais e culturais, daí o senhor Júlio Campos, ex-tanta coisa e atual deputado federal, faz o uso e abuso de seus conceitos de classe e raça, fazendo com que tantos corram em sua defesa, pois nele se manifesta a contradição ímpar desse país, a mesma desde os tempos de André João Antonil, que disse: 'O Brasil é o inferno dos negros, o purgatório dos brancos e o paraíso dos mulatos e mulatas'. No caso do caudilho fica no ar uma interrogação, devido que possuidor de todas as características da mixagem da baixada cuiabana, em qual situação ele se enquadraria no Brasil atual: Branco? Negro? Mulato? ou Brasileiro?” FLÁVIO BENEDITO DE SOUZA, Funcionário Público, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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