ARTIGO
Sexta-feira, 05 de Julho de 2013, 21h:09
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CAROLINE RODRIGUES
Homem X jacaré
Neste artigo, quero mostrar a minha admiração pelo professor Moacir de Oliveira, conhecido como Moa. Ele fez um ataque de jacaré, que à primeira vista pode parecer um drama, se transformar em uma verdadeira saga. Ganhou mais de 20 pontos na cabeça na briga com o bicho, porém não perdeu a oportunidade de contar com ênfase e até mesmo com toque de humor a história, que sem dúvida é uma das melhores que ouvi este ano. Conforme Moa, a pescaria seguia o curso normal até que o anzol ficou preso no fundo do rio. Ele resolveu sair do barco para desenroscar o apetrecho quando sentiu que algo estava batendo na cabeça dele. Mais do que depressa, olhou por cima do ombro e viu o bichão, que já tinha mordido a cabeça dele e continuava a atacá-lo. Para se defender, o professor, como caboclo mato-grossense macho que é, aloitou com o animal. A peleja começou e a primeira atitude foi dar um soco na cara do jacaré, que, segundo o pescador, tinha mais de 1,5 metro. O adversário não se deu por vencido: avançou no braço direito de Moa, que rapidamente virou o corpo, tirando o membro da frente do animal e deu vários sopapos no papo do jacaré. Segundo ele, perdeu a conta de quantos acertou. A briga foi bonita e, segundo o professor, o jacaré perdeu. Moacir não matou o animal e o colocou na parede como troféu porque respeita as leis e sabe que matar animal silvestre é crime ambiental. Quem duvidar da história pode dar uma navegada na Internet ou nos jornais da cidade. Várias fotos das lesões foram divulgadas e, acredito, a história deve ter sido relatada mais de 200 vezes pelo professor, que virou celebridade. Imagina quando ele voltar a dar aulas no cursinho. Aluno que não aprender as fórmulas e misturas da química vai ter que enfrentar o homem que saiu vitorioso na briga com um jacaré. Na minha opinião, o jacaré está para o rio Cuiabá como o tubarão está para o mar e a cobra naja está para o deserto. Assim, Moacir pode ser considerado um mito da atualidade. Moacir, você está de parabéns. Admiro quem sabe levar a vida e que mesmo depois de passar por momentos difíceis não perde a oportunidade de ficar registrado na história. CAROLINE RODRIGUES é editora de Cidades