É algo excepcional a realização de um aniversário de 70 anos, especialmente de Geraldo Ferreira Gomes. Nós, cuiabanos, referenciamos com muito orgulho o aniversário de Geraldo, filho deste torrão. Temos, por alguma sorte, a possibilidade de conviver com ele, seja numa relação mais amena, de amizade, política ou familiar, no meu caso. Geraldo é um exemplo para as gerações de brasileiros e brasileiras de todas as origens, que dedicam a vida e luta pela ética, à cidadania e à educação. Três pilares sustentam a sua trajetória vibrante: Ética, porque soube honrar os cargos que ocupou, seja na Codemat, secretário da Prefeitura Municipal de Cuiabá ou de superintendente da Associação Mato-grossense dos Municípios durante 17 anos. Lutou por uma causa: o municipalismo; cidadania porque desde cedo aprendeu que a grandeza de um homem está no seu ideal. No seu amor a Cuiabá e o interesse no que tem no melhor na política. Aqui estudou no Colégio São Gonçalo, na Escola Técnica de Comércio e se formou na Universidade Federal de Mato Grosso (como a sua filha Sandra); e a educação porque sempre entendeu que é o único caminho capaz de livrar o Brasil do atraso. A sua dedicação à geografia foi tamanha, que ele não se contentava em dar aulas simplesmente. Durante os 32 anos como professor na UFMT, ele realizou inúmeras viagens de estudos pelo interior de Mato Grosso para mostrar os três ecossistemas, a vocação econômica de cada município, a riqueza e o desenvolvimento. Mas, também, as nossas fraquezas, a pobreza e o subdesenvolvimento. De tão querido pelos alunos, Geraldo foi eleito paraninfo por 19 vezes, um marco para um professor no país. A grandeza de Geraldo, como professor de Geografia, teve uma inspiração: Milton Santos, um dos mais importantes intelectuais brasileiros sob a teoria geográfica, da globalização, da negritude, levando-se em conta os seus aspectos econômicos, políticos e sociais. O maior geógrafo brasileiro, Milton Santos, foi professor da Universidade de São Paulo, lecionou em inúmeros países, em particular na França, quando estava exilado. Foi vencedor do prêmio Jabuti de 1997, com o livro "A Natureza do Espaço", considerado até hoje o melhor livro de ciências humanas produzido no Brasil. Sim, Geraldo, você sempre pensou grande. Num Brasil mais justo, assim como ocorre em outros países desenvolvidos - que você conheceu bem lá fora. E por isso, apoiou a luta do senador Vuolo pela ferrovia, com seminários na UFMT e no interior do Estado, como em Primavera do Leste - na época tendo Érico Piana como presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios - acompanhando, em viagens, o idealismo do pai da ferrovia, visitando as obras da ponte e da ferrovia, quando poucos acreditavam. Pois bem, essa ferrovia já está em Rondonópolis e teve o total e irrestrito apoio de Geraldo. O maior projeto de desenvolvimento do Centro-Oeste. Ontem, um sonho; hoje, uma realidade! Portanto, Geraldo está escrito na história de Mato Grosso como um dos seus filhos mais ilustres. É sempre uma alegria muito grande conviver com Geraldo porque ele é o símbolo da alegria: nas reuniões, encontros, viagens e festas, principalmente, como nos grandes carnavais cuiabanos do Clube Feminino, Dom Bosco e em Poconé, sua cidade natal. Parabéns, Geraldo! Parabéns por ser cristão. Parabéns pela família que construiu. Nilva, uma mulher recheada de ternura, amor e bondade. As filhas Yaná (casada com Paulo e o filho Lucas); Carla Gomes, a caçula; e Sandra Maura (minha mulher há quase 24 anos) que me iluminou com os filhos Tulio e Vicente Junior. Vamos aplaudir quem dignifica o trabalho, o amor ao próximo e a família. Viva Geraldo, 70 anos! *VICENTE VUOLO é cientista político e analista legislativo do Senado Federal
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