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ARTIGO
Quarta-feira, 06 de Abril de 2016, 19h:49

YURI RAMIRES

Falta infraestrutura

O crescimento desenfreado e com olhar capitalista tem prejudicado a jovem Cuiabá, que completa amanhã mais um ano de existência. Apesar de sua estrutura cheia de cicatrizes da gana de seus governantes, ainda há aquele fôlego que busca por mudanças de debates para amenizar os danos, e que se executados bem poderão ser sentidos pelas futuras gerações de cuiabanos, cuiabanas e paus-rodados. Claro que a preocupação com saúde, educação e segurança tem sido a meta dos administradores, uma vez que dados relacionados aos três setores ainda assustam. Mas, do outro lado, há a infraestrutura que tem sido esquecida em um momento em que a cidade cresce para todos os lados. Fora as ‘arestas’, a situação do próprio Centro Histórico parece passar despercebida. A arquitetura colonial é típica da cuiabania. Ali nos arredores da Praça da Mandioca, são ricas de histórias e ganharam força novamente com a Lapa Cuiabana – como é conhecida a região de bares. O local, que já era muito frequentado por boêmios da cidade, agora recebe de braços abertos a atual juventude, que está se identificando cada vez mais com o espaço. Não muito longe, na Ilha da Banana, em frente à Igreja do Rosário e São Benedito, casarões que foram desapropriados para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) hoje padecem com o abandono do Estado, que nem segurança oferece às estruturas que ficaram. Por lá, usuários de drogas e moradores de rua montaram suas vilas. Do outro lado da rua, outro ponto ‘turístico’ da cidade, o Morro da Luz. Sou cuiabano e desde pequeno ouvia dos meus pais e avós que não era bem-visto quem andava pelo local. Sem nenhuma explicação, percebi depois que cresci que o atrativo abrigava usuários de droga e traficantes, bem como pontos de prostituição. Perdi as contas de quantas vezes ouvi a administração pública falar sobre a ‘revitalização do Morro da Luz’, mas que de fato nunca teve. Hoje, quem passa por lá, pode perceber a mesma situação de anos atrás. Não há como negar que, apesar de já terem se passado 297 anos, alguns aspectos parecem permanecer da mesma forma, anos após anos. E não falo da cidade, e sim da falta de vontade e pulso firme do poder público. Esses anos têm eleições municipais e seria um presente a Cuiabá uma nova oportunidade de cicatrizar feridas antigas. YURI RAMIRES é repórter

Edição EDIÇÃO 16967




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