ARTIGO
Sexta-feira, 08 de Março de 2013, 21h:40
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JOANICE DE DEUS
Dia da Mulher
Nas últimas décadas, as mulheres conseguiram muitos avanços. Entre eles, o voto feminino, mais espaço no mercado de trabalho com atuações nas mais diversas áreas, inclusive, em setores que antigamente apenas homens eram empregados, participação mais ativa na política e nos esportes. Atualmente, muitas são chefes de família e ainda há inúmeras que lutam para viver em condições de igualdade com os homens e contra a violência doméstica enraizada na sociedade por décadas ou séculos. Ontem foi o Dia Internacional da Mulher, uma data que deve ser lembrada como um dia de luta pela prevalência da paz e harmonia entre homens e mulheres. Não apenas por 24 horas, mas durante os 365 dias do ano. Infelizmente, não é o que vem ocorrendo. Em matéria publicada na semana passada intitulada "Violência contra as mulheres cresce em Cuiabá", o Diário mostrou que a capital registrou 12.423 casos de agressões contra a mulher no ano de 2012. O índice aumentou 14% em relação a 2011 quando foram constatadas 10.848 ocorrências. Já na cidade vizinha, Várzea Grande, foram feitas 3.986 denúncias. Os números são apenas uma amostra da triste realidade que grande parte das mulheres do Estado sofre todos os dias. Por mais que queiram, muitas mulheres não conseguem se separar do companheiro violento, fingem que nada aconteceu, negam o problema chegando ao ponto de encarar a situação como missão ou uma obrigação ou de se calarem a fim de manter o seu sustento diário. Situações, entretanto, perigosas que propiciam ao agressor, que na maioria dos casos bebe ou usa drogas, mais controle e domínio sobre a vítima e possibilitam o aumento da frequência e do grau das agressões, o que pode resultar num fim trágico. Uma realidade que só muda com a educação e a devida punição. Para isso, em 2006, veio uma lei para endurecer a forma de tratar os casos de violência doméstica. Trata-se da Lei de nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que alterou o Código Penal ao punir mais severamente os agressores, que hoje podem ser presos em flagrante ou terem prisão preventiva decretada. Parabéns a todas as mulheres. JOANICE DE DEUS é repórter