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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 20 de Maio de 2011, 20h:46

LEITOR

CPI não apontará culpados, diz Sérgio

“As CPI tem se tornado gastos desnecessários aos cofres públicos. Como o famigerado corporativismo/fisiologismo é algo forte e sempre presente nos poderes Executivo e Legislativo, realmente não há como se apontar nomes para os responsáveis pelo caos na saúde pública cuiabana e mato-grossense. Como se diz no velho, mas sempre atual, jargão popular ‘todos tem o rabo preso’. Portanto... A grande verdade é que a ineficiência no sistema público de saúde em Mato Grosso tem se tornado, lamentavelmente, um caso de polícia além de vãs propostas de campanhas políticas. Coitado do usuário do sistema!” JOSÉ CEZÁRIO M. ASCHAR, bancário aposentado, Cuiabá/MT Leitos de UTI do PS serão interditados “A saúde de Cuiabá atualmente é um doente terminal que está largado às traças, sem nenhuma esperança de melhora. Todas imagens divulgadas já foram denunciadas várias vezes, MPE foi chamado várias vezes mas nada é resolvido. Enquanto isso a população morre esperando atendimento e os gestores desviam a atenção para os funcionários públicos que atendem a população.” JEAN CARLO CHAVES, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] Lista de medicamentos ‘faltosos’ “O meu esposo sofre de mal de Parkinson e também estamos sentindo na pele a falta dos medicamentos na farmácia de alto custo. Esperamos que esses medicamentos cheguem logo não só para nós e sim, para todos que estão necessitando do mesmo, uma vez que são muito caros e não temos condições financeiras para comprá-los. O meu esposo toma 4 tipos de medicamentos sendo que um tipo(Entacapona 2mg) custa R$138,00 e são 4 caixas e outro (Pramipexol 0,25) está no valor de R$ 70,00 sendo 4 caixas e fora os outros. Tudo isso só para 1 mês... Então imaginem... Se não houverem os medicamentos ele ficará de cama sem dúvidas. Obrigada pelo espaço, pois é um desabafo de uma esposa aflita!” MÁRCIA SODRÉ, professora, Cuiabá/MT [email protected] Estelionato travestido de fé “O estelionato religioso é um fato que demarca as relações humanas, principalmente, no nosso caso, as relações baseadas nas tradições religiosas judaicas-cristã. Isso é um fato histórico ou filosófico, basta ler, por exemplo, um livro de história das religiões ou a República de platão, que demonstra como o gênio humano é bom para ludibriar o povo para controle e preservação do poder dos mandatários. No nosso caso em particular, foi no período de redemocratização brasileira, metáfora dos políticos para demarcar o que era um período sério do que ora vivemos, que ocorreu a explosão da fé evangélica no país e a consequência foi o surgimento do fenômeno neo-evangelismo. Se antes praticantes de charlatanismo e golpistas eram considerados como tal, da promulgação da constituição cidadã para cá os mesmos foram promovidos a obreiros, missionários, pastores, bispos, profetas e apóstolos, em uma farra hierárquica eclesiástica nunca antes vista na história do Brasil. Mas, é preciso observar que, a grosso modo, a maioria dos praticantes de charlatanismo e golpistas tinham cor e classe bem definidos, ou seja, eram negros, mulatos e brasileiros pobres das religiões afro-brasileiras, designação que ainda acontece quando as novas religiões apresentam exemplos de uso indevido da fé. As demais religiões, ditas sérias, também contra-atacaram. Por exemplo, o catolicismo romano sofreu baixas e surgiram os padres cantores e a face carismática do catolicismo a brasileira, cada um com suas respectivas redes televisivas. O espiritismo também cresceu, o fenômeno literário espírita é real e lucrativo, prova são os filmes e novelas com mensagens diretas e indiretas da doutrina. Contudo, como o artigo denuncia, são as novas igrejas evangélicas de inspiração pentecostal ou neopentecostal que aproveitam da liberdade do direito do cidadão escolher sua própria confissão religiosa; não que não tenha surgido religiões e confissões religiosas sérias e condizentes com o bem-comum, existem e são uma maioria, mas as que surgem como lojas ou fábricas de produtos da fé são a minoria que incomodam os que levam a sério o fenômeno da espiritualidade humana. Em visão macro, transnacional, é possível verificar que o Brasil está inserido em um mercado religioso que por anos ficou mitigado aos outros países de economia forte como a nossa, por isso apenas na redemocratização ocorreu a explosão religiosa, visto que, em tese, podemos dizer que havia uma reserva de mercado religioso no país, quebrada pela liberdade religiosa dos anos 90, inaugurada na era Collor com a anulação da prática religiosa falsa e falaciosa no rol do charlatanismo, bem parecida com a quebra da reserva de mercado da informática no país. Mas o que de fato pode-se apreender é que essa confusão religiosa faz parte de uma estratégia política dos mandatários democráticos, pois como poderiam insuflar consumo desenfreado, ganância e egoísmo capitalista em um povo católico tradicional? Não tinha como ou iria demorar algum tempo. Houve a necessidade de mudanças de paradigmas e como sempre o aparelho ideológico do estado escolhido para a quebra de paradigmas foi o religioso, o mesmo que impediu a tomada de poder no famigerado 64, por meio das famílias e das igrejas da TFP. O caos anárquico religioso brasileiro encaixa-se perfeito nos planos dos 'democratas' de plantão, porque com caos na segurança pública, justiça, saúde e educação, o cidadão não se preocupa com as questões políticas de fato e refugia-se na religião que o melhor conforte e o teleguie na alienação muda e passiva ao consumo desenfreado. Ou seja, para o cidadão comum há uma dupla armadilha: uma é o estelionato religioso e outro o estelionato político, que como o desenho yin e yang chinês se completam totalmente. A verdadeira educação levaria uma luz às trevas, mas a educação dada às massas apenas contribui na alienação. porque ensino religioso é obrigatório e quanto ao ensino de filosofia ou é facultativo ou se obrigatório não se pode chocar com a visão religiosa do mundo. Tudo se resume a ignorância e alienação.” FLÁVIO BENEDITO DE SOUZA, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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