ARTIGO
Sexta-feira, 07 de Agosto de 2009, 20h:23
A
A
ADILSON ROSA
Cobrança com data marcada
A discussão hoje das classes A, B e C é a interminável crise no Senado Federal. Como numa novela mexicana, ninguém sabe até quando ela se arrastará, pois é um tal de tira Sarney pelo lado da oposição ou fica Sarney, pelos seus defensores mais radicais, incluindo quase todo o PMDB e também outros partidos. Não sabem os senadores, principalmente dois terços da casa, que os eleitores esperam uma definição em breve sobre suas posições. Essa cobrança tem data e hora marcada. Será no segundo semestre do próximo ano, quando haverá um recall nas urnas onde serão chamados a prestar contas. Os eleitores do Brasil estão aí, com o dedo em riste esperando os senadores buscarem votos para garantir a permanência no Senado Federal. Cobrança essa, segundo uma pesquisa, somente das classes A, B e C, pois a crise não chega à demais. Pobres senadores. Se pensarem assim, serão reprovados numa derrota acachapante para não se esquecer jamais. Subestimar a inteligência do povo é comprovar a inabilidade política, é se achar, pois ignora o óbvio. Serão derrotados por eleitores de todas as classes sociais. Integrantes das classes D e E, tem acesso a internet, a TVs abertas e noticiários como jornal dos simpsons e outros que destacam largamente a crise do Senado. Só os senadores que não querem ver isso. Aliás, o pior cego é aquele que não quer enxergar. Mato Grosso tem dois senadores que deverão se posicionar Gilberto Goelner do DEM e Serys Marli do PT. O primeiro, como reza a tradição de seu partido ex- PFL, é contrário a permanência de Sarney e os senadores seguem a determinação da agremiação. Em relação a senadora Serys Marli, sua posição ainda é uma incógnita, mas seu partido já se definiu. É a favor da permanência de Sarney na presidência e o líder, Aloísio Mercadante levou um pito ao pedir a saída do representante do Amapá. Os noticiários não falam sobre o que a senadora por Mato Grosso pensa da crise do Senado. O site oficial da senadora ignora a crise. Bom, ela será cobrada, com certeza, por seus milhares de eleitores no momento em que sair nas ruas pedindo voto para a reeleição. Eu serei um dos cobradores de posição. Afinal, quero meu voto valorizado. Aliás, quem não quer? Já é hora da voz do povo se impor. Acho que estou me precipitando à toa. Ainda faltam quase um ano. Tenho que ter paciência. ADILSON ROSA é e repórter