Uma certeza esses fantasmas vão ser todos pegos e demitidos, aí entra o segundo plano: serão colocados novos fantasminhas camaradas, ou Várzea Grande irá na contramão da história da política brasileira... são fantasmas nas prefeituras, são fantasmas nas câmaras, nas assembleias e em todos os lugares que não se tem compromisso com dinheiro publico... Dois servidores conversando: - Me disseram que você tem medo de fantasma... - Não sou muito afeito ao sobrenatural. - Mas o serviço público tem a maior concentração de fantasmas por metro quadrado no Brasil. Na sala aí do lado, tem um paletó pendurado na cadeira despachando há uns dois anos. Tem os à disposição os constantemente de licença médica, licença prêmio, os apadrinhados, os laranjas... Mas todos se manifestam no dia de receber o pagamento. Nem precisa ser médium para ver muitos deles no banco. - Você brinca com tudo, não leva nada a sério... - Mas você não vê? Basta falar em trabalho para muitos de nossos colegas virarem assombração, evaporarem. E se precisar socorro de madrugada no SUS, o atendimento é fantasmagórico, se o cidadão não estiver num dia de sorte ou não contar com um forte anjo da guarda, corre o risco de ser mal atendido por um médico com cara de sono e um humor de obssessor com dor de dente. Se não virar um literal fantasma ou piorar o siricutico, vai ser mandado na mesma, para casa ou algum lugar menos apropriado por ter atrapalhado a soneca dos funcionários. - ETA exagero! - Exagero nada! No serviço público tem uma horda de encostos esperando aposentadoria desde o dia que foram efetivados. Atrapalham, sobrecarregam, assombram e vampirizam os bons servidores. Espalham os miasmas da má vontade, contaminam a psicosfera do ambiente com seu crônico e preguiçoso vício de nada fazer. - Por falar nisso. Como tem a copa em 2014 e as olimpíadas em 2016, já se fala em enforcar 2015. Querem ponto facultativo. - portanto meu amigo, brincadeiras à parte, é por essas e outras que não adianta ter medo. Estamos mergulhados no sobrenatural, somos ilhas, cercadas de fantasmas de todos os lados. A presença no serviço público de almas vivas que recebem sem trabalhar é imensa, resultado da falta de transparência e blindagem da caixa preta que envolve as contas do judiciário, executivo, legislativo, entidades de classe e demais setores público deste país. Pegando carona nesta falta de transparência aparecem os funcionários fantasmas. Estes existem desde o tempo colonial. Até hoje não houve quem quisesse acabar com essa assombração, que beneficia padrinhos e apadrinhados políticos e todos os que como gestores se sentem donos de um poder público. É chegada a hora de dar um basta nessa prática. O que falta para os servidores e para o serviço público e para o povo em geral sobra para os que dilapidam o patrimônio público. Hoje podemos afirmar que o melhor dinheiro para se roubar não é o que está em banco ou na mão dos aposentados, mas sim o dinheiro público. Para descobrir por onde andam os ocultos e os fantasmas do serviço público bastaria aos órgãos disponibilizar em seus sites a relação de todos os funcionários demonstrando quem são e onde estão. Isto reduziria em muito a prática do funcionário oculto e a presença dos fantasmas. E nós o povo daríamos o exemplo de como caçar esses fantasmas, basta nos darem as armas, ou melhor, a transparência... aí se pergunta, há interesse? LEO SANTOS, Cuiabá/MT
[email protected] Dois invadem empresa, mas são linchados por vítimas Coitados dos funcionários desta empresa, daqui umas semanas estes dois estarão na rua outra vez e com certeza com desejo de vingança. Devem ser vagabundos aqui do Santa Isabel. ROBERTO ARAUJO, Cuiabá/MT
[email protected] Um ano sem Domingos Iglesias Domingos Iglesias foi uma das personalidades mais significativas dos últimos tempos em Mato Grosso. Destituído de cargos políticos e sem riqueza pessoal, sua grandeza advinha dessa situação que, infelizmente, tem sido a única que, nos últimos anos, tem engrandecido tantos em nosso Estado. Despojado de vaidades, com grande conhecimento profissional e, sobretudo, com a sabedoria haurida ao longo da vida,Iglesias partiu praticamente no ostracismo, abruptamente retirado da atividade pública - a Defesa Civil - a que com tanto denodo se dedicou por mais de três décadas. Por ocasião de seu falecimento, expressei minha tristeza, e a de tantos coestaduanos, com o artigo Um Homem decente, publicado em alguns jornais. A sua grandeza é antes de tudo de fundo moral. Num tempo de escassez desse valor, ele se tornou representativo das virtudes do cidadão e do cristão originário. Iglesias é um nome a ser lembrado por quantos acreditam numa sociedade mais justa, solidária e decente. Parabéns Laura Lucena por sua lembrança. SEBASTIÃO CARLOS, advogado e professor, Cuiabá/MT
[email protected] *** Realmente, ele poderia ser tratado como um homem digno, honrado e de uma inteligência ímpar. SILBENE MELO, empresária, Cuiabá/MT
[email protected] Sindicato vai recuperar ponte no parque Acho um absurdo um Sindicato (Siprotaf) ter que reformar estruturas de responsabilidade do Estado (ponte pedestre no Parque Mãe Bonifácia). Uma vergonha e um atestado de incompetência para a Sema. Vai meu alerta para os administradores: Um dos suportes da cabeceira de outra ponte do parque (coordenadas 15º34'58,04S 56º06'14,88O) foi parcialmente levado pelas chuvas. Creio que com mais algumas chuvas fortes toda essa ponte poderá ruir novamente (essa ponte já foi levada pela águas, em situação similar à atual). Não é preciso ser engenheiro ou especialista em orçamentos para saber que sai mais barato arrumar a cabeceira da ponte do que toda a estrutura. Os usuários e contribuintes ficariam satisfeitos caso o problema seja sanado com inteligência, planejamento e antecipação. LUIZ AUGUSTO VICTORINO ALVES CORRÊA, Administrador, Cuiabá/MT
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