ARTIGO
Sábado, 07 de Junho de 2014, 13h:47
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* ALVARO SIMON * GILMAR BRUNETTO
Agricultura familiar
Você sabe o que come? Você sabe quem produz a comida que chega à nossa mesa? A agricultura familiar, camponesa e indígena produz 70% dos alimentos consumidos no mundo. Estes trabalhadores (as) representam um terço da humanidade e 90% de todos os estabelecimentos agropecuários. No Brasil, representam 84% dos estabelecimentos e 24% da área cultivada, empregam 74% da mão de obra na agropecuária. Em Santa Catarina são quase 90% dos estabelecimentos agropecuários. A Agricultura Familiar consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola que são gerenciadas e operadas por uma família e predominantemente dependente de mão de obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens. A família e a exploração estão vinculadas, coevoluem e combinam funções econômicas, ambientais, reprodutivas, sociais e culturais. Por isso, ao falarmos de Agricultura Familiar, também nos referimos aos pescadores artesanais, pastores, recolectores, trabalhadores sem terra e as comunidades indígenas. A importância desse setor para o desenvolvimento sustentável das nações é incontestável, sabendo disso a Assembleia Geral da ONU aprovou por unanimidade a celebração do Ano Internacional da Agricultura Familiar, em 2014 (AIAF-2014). O lançamento oficial aconteceu no dia 22 de novembro de 2013, na sede da ONU em Nova York. No Brasil, cabe ao comitê coordenado pelo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) planejar, propor, promover, articular e organizar as atividades do AIAF. A intensa participação da Agricultura Familiar na economia dos países, não esconde a realidade de um mundo rural ainda marcado pela pobreza. No Brasil, quase metade dos 24 milhões de miseráveis vivem no meio rural. Por tudo isso, o AIAF 2014 tem o objetivo de reposicionar a Agricultura Familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando maneiras eficientes de apoio. * ALVARO SIMON, coordenador regional sul da Faser * GILMAR BRUNETTO, presidente do Sinterp e coordenador de comunicação da Faser