A implementação de políticas públicas sociais em nosso país, beiram a insanidade, sem querer fazer trocadilho, isso acontece, em função do descaso com que as pessoas com necessidades especiais, são tratadas em nosso país. O presidente da Comissão de Previdência e Assistência Social, deputado estadual Antonio Azambuja (PP), em visita ao Centro de Apoio Psicossocial Adauto Botelho (Caps), in loco, percebeu que a referida instituição governamental, que deveria dar aporte de sustentabilidade psicossocial aos pacientes com problemas mentais, está em petição de miséria; a mesma não consegue se quer sustentar-se, tamanho descaso com que a referida instituição é tratada pelo poder público (leia-se) Governo Estadual. A questão da demência em nosso país, infelizmente é tratada como tabu; em função das enumeras facetas apresentadas pela referida doença, através de suas anomalias e irregularidades comportamentais. Quando, em sua fundação em 1957, o hospital Adauto Botelho, criado através de um acordo firmado entre o governo do estado de Mato Grosso e o Serviço Nacional de Doenças Mentais. Criado, para se tornar referência em tratamento às pessoas com problemas mentais; com o passar dos anos, o hospital que seria modelo, sucumbi diante do descaso do governo. O mesmo foi reinaugurado em 1993, com a denominação de Centro Integrado de Assistência Psicossocial (Ciaps) ainda vinculado à Secretaria Estadual de Saúde pela lei n° 6.191 de 10/03/93, com uma nova proposta de se tornar um serviço de referência estadual em saúde mental, mais uma vez não deu certo. Nos dias atuais, o mesmo recebe o nome de Centro de Apoio Psicossocial Adauto Botelho (Caps), obserem vocês, que as nomenclaturas continuam mudaram até hoje, porém, o modelo de atuação inoperante e arcaico, continua o mesmo, a utilização de um modelo incompatível com o que preconiza os preceitos legais de medicina, principalmente por se tratar de seres humanos. A demência é um termo que choca a grande maioria dos leigos que o associa à ideia de loucura, porém em medicina a palavra demência tem significado totalmente diferente. Ela é empregada para definir quadros que se caracterizam por deficiência cognitiva persistente e progressiva. Os nossos governantes, por certo devem estar associando os pacientes do Adauto Botelho, como a peça ou filme denominado Hamlet, é uma tragédia de William Shakespeare, escrita em 1599 e 1601, que ocorreu na Dinamarca, na qual, é contada a história de um príncipe Hamlet, que tenta vingar a morte do seu pai e, passa por louco, para realizar o seu intento. No Adauto Botelho a coisa é bem diferente, as pessoas que lá estão além de serem pessoas, humildes elas necessitam, não só de acompanhamento médico e psíquico, mais de uma grande dose de amor, carinho e compreensão das pessoas que os cercam. Para reforçar as informações do nobre deputado Antonio Azambuja (PP), uma emissora de televisão, mostrou a precariedade do referido Centro, se é que podemos assim chamá-lo, pois, lá parece mais um depósito de seres humanos com problemas mentais, do que propriamente um Centro Psicossocial. As dependências do referido centro além de sucateadas; a reportagem mostrou também, que a fossa séptica está estourada há meses, exalando um odor insuportável, além da falta de profissionais, medicamentos, alias falta tudo, nessa instituição governamental que deveria ser referência em atendimento aos expropriados do capital, pessoas especiais. Pare o mundo, quero descer. *LICIO ANTONIO MALHEIROS, geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior
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