O presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Sérgio Ricardo, parece que está mesmo na bronca com o governador Blairo Maggi. Depois de se ver obrigado a abortar seu projeto de ser prefeito de Cuiabá, a partir de janeiro de 2009, resolveu entregar o cargo que tinha no diretório municipal do PR. Só falta agora entregar sua ficha de desfiliação ao partido. Dizem que o pedido está pronto e esperando apenas o momento certo para ser entregue. Sérgio Ricardo não consegue esconder de ninguém a frustração por não poder concorrer à prefeitura de Cuiabá. Ao assumir a presidência da Assembléia Legislativa há dois anos, acreditava que teria o apoio do PR e, principalmente, do governador Blairo Maggi. Mas, com tempo, acabou por concluir que não tinha este apoio. Insistiu. Porém se viu na obrigação de abortar o sonho, que acalenta desde 2004, quando perdeu a disputa para Wilson Santos. A revolta acabou sendo grande. Tão grande, que esta semana entregou sua renúncia à direção municipal do PR. Não quer mais saber de comandar um partido que lhe negou apoio ao projeto de sair candidato a prefeito de Cuiabá. Não quer mais saber do governador Blairo Maggi. Aliás, dizem que não se pode convidar os dois para uma mesma mesa. Agora, o estranho é não ter entregue sua ficha de desfiliação ao partido. Se está tão descontente assim, deveria ter deixado a sigla. Ainda não deixou. Deixar o partido ele não deixou, mas já dá mostras de que não vai ajudar o PR e muito menos o governador nas eleições municipais deste ano. Tanto, que já agendou conversações com o PP, do deputado José Riva, que terá Valter Rabello como candidato à Prefeitura de Cuiabá. Aliás, a exemplo de Sérgio Ricardo, Riva também resolveu colocar as garras de fora e soltou o verbo contra o governador. Sérgio também vai conversar com Iraci França, candidata do DEM. Ele parece a noiva da vez. Todos o procuram, principalmente para se armar contra o PR de Maggi. Agora a questão é saber como fica esta posição de Sérgio Ricardo de se lançar contra seu partido e partir para apoios a outras siglas. Como fica a fidelidade partidária? Se a questão está assim tão aberta, será que o PR já não deveria pedir a expulsão do parlamentar de sua sigla? Ou será que é melhor levar o caso em banho-maria? Está na hora dos caciques do PR se pronunciarem sobre isso, uma vez que já se sabe qual é a posição de Sérgio Ricardo. Ou será que não? JONAS JOZINO é editor de Esportes do Diário
[email protected]