O líder do prefeito na Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Edivá Alves (PSDB), disse que a maioria das 14 emendas do Plano de Cargos, Carreira e Salário dos servidores (PCCS), é inconstitucional. As emendas de autoria coletiva dos vereadores do legislativo foram aprovadas em dezembro de 2006. Toda emenda que implica em aumento de despesas da prefeitura de Cuiabá é inconstitucional, advertiu. As emendas receberam vetos parciais do prefeito Wilson Santos e agora devem entrar na pauta de votação da Câmara. A previsão é que o PCCS seja analisado pelos parlamentares na próxima sessão ordinária, na quinta-feira (15). Como o PCCS está trancando a pauta na Casa, o líder do prefeito se apressa para convencer os vereadores a entrarem num consenso sobre o plano. Estamos conversando com os vereadores e esperamos chegar a um consenso sobre os vetos. Nós também estamos conversando com representantes de categorias de servidores. Estamos confiantes que na quinta-feira essa questão possa estar definida, previu. O vereador também chamou a atenção para as emendas que, segundo ele, atingem o artigo 27 da Lei Orgânica de Cuiabá. Esse trecho da Lei Orgânica diz que quando se trata de Plano de Cargos e Carreira a matéria é de competência privada do prefeito, avaliou. Mais um destaque do líder do prefeito: Alves chamou a atenção para as emendas aprovadas pelos vereadores que não estavam previstas na Lei Orçamentária Anual do município. O projeto encaminhado pelo prefeito não pode ter aumento de despesas previsto pela Câmara Municipal e várias emendas aumentam a despesa, alertou. O líder lembrou ainda que caso fossem aprovadas as 14 emendas poderiam gerar acréscimo anual na folha de pagamento dos salários dos servidores da ordem de R$ 31 milhões. Inicialmente o PCCS, segundo o secretário de governo da prefeitura, Dilemário Alencar, deverão gerar custos a mais na folha de pagamento anual de R$ 4,5 milhões. Outra ilegalidade prevista nas emendas, ressaltou Edivá, diz respeito a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A LRF estabelece limite de gastos com pessoal. Com esse valor das emendas a prefeitura ficaria além do limite o que levaria o prefeito a ter as contas impugnadas, disse. Esperamos até quinta-feira entrar num consenso já que é preciso lembrar que os servidores de Cuiabá ficaram praticamente 15 anos sem ter em plano, enfatizou.