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Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 22h:31
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CRISE POLÍTICA
Valter Albano sugere intervenção em VG
Presidente do Tribunal de Contas do Estado entende que a situação em Várzea Grande é tão grave, que requer a ação do governador Silval Barbosa
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valter Albano, afirmou ontem à tarde que a situação administrativa de Várzea Grande exige uma intervenção política por parte do governador mato-grossense Silval Barbosa (PMDB). O município continua em crise, com acusações de desvio e uso de dinheiro público para compra de votos na eleição de 2008. Albano lembrou que as contas públicas de Várzea Grande não foram aprovadas em 2009 as de 2010 ainda não foram julgadas. Segundo o conselheiro, um dos maiores problemas constatados foi a não aplicação do recurso mínimo para a Educação, que são os 25% constitucionais. A opção, destaca o presidente, se deve a questões técnicas e administrativas, e não políticas. Anteriormente, o TCE, que também tem o poder de sugerir ao governador do Estado a intervenção política em determinada localidade, já havia solicitado a medida em municípios como Juscimeira (157 quilômetros de Cuiabá), Confresa (1.160 quilômetros da Capital), Barão de Melgaço (113 quilômetros) e Alto Boa Vista (1.059 quilômetros). Albano lembra que, quando acontecem, as solicitações não vão apenas para o governador, mas também enviadas ao Ministério Público Estadual, que pode formular uma ação civil pública por improbidade administrativa. Histórico A mais recente decisão desfavorável a Murilo Domingos (PR) foi a aceitação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de mais uma denúncia do Ministério Público Estadual. A acusação teve origem quando o ex-secretário de Esporte e Lazer do município, Edilson Baracat, denunciou um esquema no qual o dinheiro pago pela desapropriação de um terreno na cidade seria desviado para a compra de votos. Entretanto, outros fatos também rondam o administrador da Cidade Industrial, como o afastamento por improbidade administrativa. Existem denúncias de que uma empresa fria fornecia produtos à prefeitura. Além disso, também existem acusações de contratação de funcionários- fantasmas - o próprio vice-prefeito Tião da Zaeli (PR) já havia apontado que 10% dos servidores seriam fantasmas. Para o currículo do prefeito também está o título, pela segunda vez consecutiva, de pior administrador entre as 50 maiores cidades de Mato Grosso. A pesquisa, divulgada recentemente pelo Diário, foi feita pelo Instituto KGM, com mais de 10 mil pessoas.