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Terça-feira, 11 de Junho de 2013, 20h:58
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COMPRA DE VOTOS
TRE adia julgamento de Luizinho
O processo contra o suplente de deputado estadual Luizinho Magalhães (PSD), acusado de compra de votos, foi retirado da pauta de julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O caso deveria ter sido apreciado ontem (11), mas a defesa apresentou um atestado da Assembleia Legislativa de que o social-democrata não exerce a função de parlamentar, portanto, não teria foro privilegiado e a ação deveria ser apreciada pelo juízo de primeira instância. A solicitação foi apresentada à Corte Eleitoral no início da semana. O relator do caso, José Luiz Blaszack, no entanto, ainda não o apreciou. A alegação, de qualquer forma, possibilitou mais tempo para que a defesa de Luizinho elabore uma estratégia. Uma condenação poderia deixar o suplente inelegível. Somente neste mês, o referido processo já teve sua apreciação adiada duas vezes. No último dia 6, o caso até entrou em pauta, porém, após um pedido de Blaszack, a análise não foi feita. O caso chegou ao TRE em janeiro do ano passado, depois que o pedido do Ministério Público Eleitoral para a instauração de inquérito sobre as denúncias foi acatado pela Corte. Luizinho é acusado de comprar votos durante as eleições de 2010. O crime teria ocorrido em Rondonópolis, por meio da distribuição de tickets combustível. Duas pessoas foram presas: Vagna Bezerra Batista da Silva e Pérsio Andrei Vieira. Outras 50 testemunhas foram ouvidas e confirmaram terem recebido os cupons para compra de combustível em troca de votos. No comitê de campanha, ainda foram apreendidos documentos apontados como provas. Na época, Luizinho negou as acusações e afirmou que algumas pessoas haviam orquestrado um esquema para denegrir sua imagem. Disse ainda que sequer possuía verba suficiente para financiar esse tipo de irregularidade. Fui muito prejudicado. Disseram que eu tinha sido até preso, reclamou. Ex-vereador por Primavera do Leste, o social-democrata conseguiu alcançar a marca de 16.558 votos em 2010, ficando na primeira suplência da Assembleia Legislativa. Ele disputou o cargo pelo PP. Caso a cassação se confirme, o ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), passa à frente do social-democrata na lista de suplência. (PV)