O senador Pedro Taques (PDT) almoçou ontem com a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Participaram do almoço também os pedetistas Acir Gurgaz, Cristovam Buarque e João Durval, os senadores pelo PSB Antonio Carlos Valadares, Rodrigo Rollemberg e Lídice da Mata, além dos senadores Inácio Arruda e Vanessa Graziotin, que representaram o PCdoB. A idéia da presidente é fazer encontros com a base aliada para discutir projetos estratégicos junto à bancada. Discutimos vários pontos importantes, como o uso das Medidas Provisórias e a rediscussão da emenda parlamentar, disse Taques. Além disso, a presidente pediu aos senadores aliados que não pressionem pela prorrogação do decreto sobre os restos a pagar relativos ao Orçamento de 2009 e não executados até o próximo dia 30 de junho, numa sinalização de que deve manter o prazo. Durante a Marcha dos Prefeitos no mês passado, Dilma anunciou o repasse de R$ 750 milhões de restos a pagar, sendo que R$ 520 milhões sairiam através da Caixa Econômica Federal e R$ 230 milhões da União até 30 de junho. A União deixou em estoque, desde 2003, R$ 128 bilhões de restos a pagar. O Ministério da Fazenda tinha estimado que fossem cancelados neste ano até R$ 10 bilhões de restos a pagar não-processados referentes a 2007, 2008 e 2009. Taques pediu também que Dilma converse com os aliados para que se pare as comparações entre o antecessor dela na Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, da mesma sigla, e o antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como uma forma de acabar com as rixas internas dentro do Senado.