Primeira Página
Terça-feira, 30 de Março de 2010, 22h:41
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ERA WILSON II
Sonho agora é chegar ao Palácio Paiaguás
Após passar por todos os cargos na instância estadual, o ainda prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, enfrentou vários problemas na sua gestão
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Quando criança entregava jornal pelos quatro cantos de Cuiabá, inclusive no Palácio Alencastro, sede da prefeitura da Capital. Hoje ele sobe pelo elevador até o sétimo andar desse prédio para ocupar o posto principal do Executivo Cuiabano. Depois de longa trajetória política, Wilson Santos (PSDB) se tornou prefeito de Cuiabá. Reeleito em 2008, ele deixa o cargo hoje, após cinco anos e três meses de prefeitura, para voos mais altos. Wilson Pereira dos Santos quer ser governador do Mato Grosso. Experiência política ele tem. Wilson já foi vereador, deputado estadual, deputado federal por dois mandatos e então prefeito de Cuiabá. Antes de ocupar cargo eletivo, ele comandou cargos no executivo municipal na década de 80, durante gestão Dante de Oliveira na prefeitura de Cuiabá, de 1986 a 1989. Ele deixa a prefeitura em meio a muitas críticas. De um primeiro mandato com grande aceitação, ele leva do segundo, apesar das promessas cumpridas, como diz o jingle da propaganda institucional da prefeitura, muita reclamação. Há quem diga que parece azar, outros, má administração, e ainda os que falam em estratégia da oposição. O fato é que no primeiro ano do seu segundo mandato, com início em 2009, o tucano enfrentou problemas das mais diversas competências. Greve dos médicos; operação Pacenas, sendo que um dos seus braços-direitos, o então procurador-geral de Cuiabá José Antônio Rosa, foi um dos 11 presos pela Polícia Federal; Cuiabá também passou por um surto de dengue; recentemente, nem as chuvas deram trégua, alagando alguns bairros, deixando diversas famílias no prejuízo; a demora na conclusão da Estação de Tratamento de Água do Tijucal, a famosa ETA Tijucal, promessa da primeira campanha, foi alguns dos assuntos prejudiciais para a imagem do tucano. E ele vai ter que justificar bastante sua saída para ser candidato ao governo. Durante a campanha de reeleição, em 2008, os concorrentes, prevendo o futuro próximo, alertavam os eleitores de que Wilson não completaria nem dois anos a frente da prefeitura. Wilson, mesmo sabendo que o plano inevitavelmente seria este, na época preferiu rebater as afirmativas da oposição garantindo que não abandonaria a prefeitura. Agora, diante da contradição, Wilson diz que a população seberá analisar a situação e será soberana na sua escolha, e que, além disso, nos debates, ele terá oportunidade de se explicar a apresentar proposta, como governador, que ajudarão a querida Cuiabá. Apesar de não ser cuiabano de Tchapa e cruz, Wilson se diz o pau-rodado - termo que, como todo cuiabano sabe, designa aquele que não nascido aqui- que mais tem a agradecer à Cidade Verde. Sempre com um discurso capaz de comover o mais duro dos homens, o prefeito declara que não está dizendo adeus a Cuiabá. Eu não digo adeus, eu digo até logo, Cuiabá, meu amor, poetizou o prefeito, falando da sua saída do comando da prefeitura.