Saída de Ralf não representa baixa na produção da Câmara
A cassação de Ralf Leite não representa nenhuma baixa na atividade legislativa da Câmara de Cuiabá. Nos poucos mais de seis meses de atuação, o vereador apresentou doze projetos, nenhum de relevância e muitos com flagrantes inconstitucionalidades. Foram nove projetos de lei e três de decreto legislativo concedendo títulos a personalidades. Seu projeto de lei mais bizarro é o que obrigava operadoras de cartão de crédito ou débito a emitir, nos terminais eletrônicos, um comprovante de não-autorização no momento da compra. O projeto ainda está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que até ontem não havia emitido parecer. Uma outra proposta estabelece a prioridade de vagas em creches e escolas públicas aos filhos de deficientes, próximas de suas residências e dá outras providências. Apesar de uma ementa confusa, a ideia de Ralf Leite era dar garantia aos filhos de deficientes de serem matriculados em escolas públicas perto de onde moram. O projeto está na CCJ. Outra proposição do vereador determinava a obrigação de postos de combustível de fixar placas orientando o consumidor sobre o direito ao teste de qualidade do combustível. O texto nem chegou a ser votado porque foi retirado pelo autor. Há ainda, no currículo, projetos sobre conscientização a respeito da doação voluntária de sangue; realização de eventos educativos na rede municipal para prevenção do uso de drogas e monitoramento da ausência dos alunos da rede municipal.