Os deputados estaduais José Riva (PP) e Sérgio Ricardo (PR) e o ex-deputado Gilmar Fabris (DEM) estiveram ontem com o governador Silval Barbosa. Pauta da audiência: a participação do DEM no governo com a ida do deputado José Domingos Fraga para a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf). Desde o começo do ano o governador convidou o partido para integrar a base governista e ocupar a Sedraf, sendo o escolhido José Domingos Fraga. Gilmar Fabris seria o beneficiário direto dessa composição. Ele não conseguiu se reeleger, ficou como primeiro suplente da coligação. Com Fraga na Secretaria, ele assumiria a vaga na Assembleia. Presidente da Assembleia Legislativa, Riva afirmou que sempre foi interesse dos partidos da base aliada que o DEM voltasse para a composição. O DEM não tem tradição de oposição ao governo aqui em Mato Grosso, é importante para o DEM que esteja junto com nosso grupo, disse o deputado. O intermédio dos dois deputados pode ser decisivo, já que os dois são considerados os parlamentares mais fortes da Assembleia: Riva é o presidente, enquanto Sérgio é o primeiro-secretário. O presidente também ressaltou que a integração do DEM na base governista não significa perda para a oposição porque, independente de cor partidária, o governo sempre terá que discutir determinadas questões com o Legislativo. Comentam que a Assembleia vai ficar sem oposição, mas é não bem assim que as coisas funcionam, porque os deputados governistas não vão ficar quietos em casos que mereçam debate. E o DEM não vai fazer oposição indiscriminada, argumentou o presidente. Até o ano passado o Democratas fazia parte do governo. Eles ajudaram a eleger o ex-governador Blairo Maggi (PR) em 2002 e 2006. Porém, na eleição de 2010 se uniram ao PSDB e lançaram candidatura de oposição. A receita não deu certo. Com baixos índices nas pesquisas eleitorais, muitas lideranças declararam apoio ao governador Silval Babosa, que ia à reeleição. O convite para o DEM voltar para a base foi feito no ano passado ainda por Silval. A indefinição se a legenda entra ou não dura quase dois meses. Porém, a história do DEM já se tornou uma novela. A Executiva do partido se reuniu, mesmo com o constrangimento de ter estado do lado oposto, e decidiu que faria parte do governo, mas com algumas condições, como autonomia para a indicação dos cargos da secretaria e para os investimentos financeiros. Fontes governistas já adiantam que eles não vão ceder a essas pressões.