Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Riva (PSD) rebateu a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) de que ele teria nomeado uma funcionária fantasma na Assembleia Legislativa. O Ministério público precisa entender que funcionário comissionado não necessariamente precisa estar o dia todo à disposição. Trombei muitas vezes com essa menina trabalhando lá na área legislativa. Agora, se ela cumpriu com o papel dela, cabe à sua chefe dizer. Eu não tenho condições de acompanhar o trabalho de funcionário por funcionário no dia-a-dia. O parlamentar ressaltou ainda o trabalho desenvolvido por ele no sentido de garantir a presença de pessoas comprometidas na Casa. O que eu mais peço para a minha equipe é o seguinte: não quero gente que não trabalha na minha folha. Isso eu sempre pedi e não aceito. Eu quero, independentemente de quem seja, que permaneça se estiver trabalhando. Se não estiver trabalhando, eu não quero lá. A denúncia faz referência à ex-servidora pública Tássia Fabiana Barbosa de Lima, filha do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Jurandir Lima. Segundo o Ministério Público, a ex-servidora foi nomeada para exercer cargos ligados à presidência do Legislativo e recebeu salário durante o período, porém não comparecia ao trabalho, já que cursava Medicina Veterinária na Universidade de Cuiabá em período integral. Também é citado na ação o ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, que também respondeu pela presidência da Assembleia durante o período em que Tássia Lima integrava a equipe da Casa. Sérgio Ricardo não foi localizado para comentar a denúncia.