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Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 22h:32

ASSEMBLEIA

Retorno de Savi escancara mal-estar entre partidos

O deputado estadual Mauro Savi (PR) retornou ontem à Assembleia Legislativa. A consequente saída do suplente pelo PMDB, Adalto de Freitas, gera mal-estar entre peemedebistas e republicanos, que se negam a se licenciar para contemplá-lo. Freitas assumiu a vaga em uma manobra do PMDB para contemplá-lo. Os outros suplentes da coligação, Ondanir Bortolini, o Nininho, e Emanuel Pinheiro, ambos do PR, e Alexandre Cesar, do PT, assumiram as respectivas vagas nos lugares de João Malheiros (PR) e Teté Bezerra (PMDB), que foram para o staff do governador Silval Barbosa (PMDB), do próprio Savi (PR), que estava de licença médica, e do outro peemedebista, Baiano Filho. Mas Freitas entrou em conflito com a cúpula do PR para conquistar uma vaga de deputado. Em fevereiro, Adalto tinha conseguido assumir a vaga da titular Teté Bezerra (PMDB), que ocupa cargo na Secretaria de Estado de Turismo, com um mandado de segurança, sob alegação de que a vaga pertencia ao partido, retirando assim a cadeira de Emanuel Pinheiro. Com a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a vaga pertence à coligação, e não ao partido, o peemedebista perdeu o posto. Mesmo assim, o deputado estadual pelo PMDB, Nilson Santos, disse existir um acordo com os republicanos para que, após a volta de Savi, outro parlamentar do PR sairia de licença para contemplar Freitas. Caso o acordo não seja cumprido, mais um peemedebista teria que entrar de licença. “Complica dois deputados do PMDB saírem de licença agora. O PR garantiu há um mês que entraria no rodízio para contemplar o Alexandre e o PMDB se comprometeu com a mesma coisa para ajudar o Adalto, mas isso não parece estar sendo cumprido”, disse Nilson Santos. Segundo ele, a reclamação foi levada ao governador Silval Barbosa e ao líder do governo na Casa, Romoaldo Júnior, também do PMDB, que se propuseram a tentar solucionar o impasse. (HF)

Edição EDIÇÃO 16958




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