Primeira Página
Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009, 21h:46
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PACENAS
Presos pela PF esperam liberdade hoje
Advogados adotaram estratégias diferentes para pedir o relaxamento da prisão dos seus clientes na Justiça Federal e no TRF
RAFAEL COSTA
Da Reportagem
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF), por meio da desembargadora Assusete Magalhães, solicitou informações referentes à decisão do juiz da Primeira Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, que culminou na prisão de onze pessoas na Operação Pacenas que investiga irregularidades em licitações nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Cuiabá e Várzea Grande. Os contratos totalizam R$ 400 milhões. O magistrado tem o prazo de 24 horas para enviar informações à Brasília. Por conta de recursos que serão apreciados hoje pelo juiz Julier Sebastião há a possibilidade de os presos serem libertados. O pedido de informações a respeito da decisão de Julier partiu do desembargador federal Candido Ribeiro, que foi designado relator dos recursos que solicitam habeas corpus. Ribeiro estava no Pará participando de eventos da Justiça Federal e retoma hoje as atividades em Brasília. O desembargador pediu a Magalhães que buscasse mais informações junto ao magistrado de Mato Grosso sobre os presos pela Polícia Federal. Nos últimos dias houve uma verdadeira movimentação em Brasília de advogados mato-grossenses na tentativa de obter a libertação dos seus clientes. O advogado Antônio Edson de Figueiredo impetrou Habeas Corpus em favor de Luiz Carlos Richter Fernandes, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT). O procurador-geral do município, José Antônio Rosa, e o empresário e ex-prefeito de Cuiabá, Anildo Lima de Barros, foram representados pelos advogados Ulisses Rabaneda e Huendel Wender. O empresário e suplente de deputado Carlos Avalone (PSDB) e o irmão Marcelo Avalone, proprietários da empresa Três Irmãos do Consórcio Cuiabano, também tentam libertação na Justiça, assim como o José Alexandre Schutze, presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Pesada (Sincop). Relaxamento O advogado Paulo Fabrini, responsável pela defesa do sócio-proprietário da empresa Concremax, Jorge Pires de Miranda, e ex-presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), ingressou com pedido de revogação de prisão que será apreciado pelo juiz Julier Sebastião. Houve suspensão do pagamento e cumprimento de mandado de busca e apreensão. Em nenhum momento, houve empecilhos para a investigação e, por isso, não há necessidade de permanecer preso, afirma. A mesma estratégia foi adotada pelo advogado Pedro Verão que defende Milton Nascimento Pereira e Jaqueline Favetti que na segunda-feira (10) solicitou pedido de relaxamento de prisão ao juiz Julier. Não há interceptação telefônica que cita os acusados ou qualquer outra referência, alega