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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009, 00h:22
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PORTAS FECHADAS
Prefeituras podem não quitar 13º salário
Hoje, no Dia Nacional em Defesa dos Municípios, prefeitos se mobilizam para chamar atenção dos governos federal e estaduais
SONIA FIORI
Da Reportagem
O Dia Nacional em Defesa dos Municípios, manifestação liderada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), contará com a adesão de cerca de 100 prefeituras, conforme levantamento da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Os Executivos fecharão as portas hoje num ato de protesto pelas perdas sofridas principalmente sobre o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ainda de ICMS. Prefeituras estão na iminência de não pagar o 13º salário dos servidores. Com a distribuição de panfletos e cartilhas, os Executivos querem chamar a atenção dos governos federal e estaduais para as dificuldades financeiras que colocam em risco, inclusive, a garantia do pagamento 13º salário. No Estado são 141 prefeituras. Das três maiores cidades do Estado, apenas Várzea Grande irá acompanhar o movimento na íntegra, através da paralisação dos serviços administrativos. Contudo, fica assegurada a manutenção de setores como o da saúde, educação, segurança pública e ainda o setor de distribuição de água do município. O prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB) e o gestor de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PMDB), decidiram aderir ao movimento de forma simbólica. Na gerência da crise que assola a administração municipal no setor da saúde, o prefeito tucano entende que a Capital não pode parar as atividades. Em Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio optou pela adesão simbólica para assegurar celeridade aos trabalhos por conta do feriadão da próxima semana que acumula as comemorações do dia do servidor público e ainda de Finados. De acordo com o vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Manoel de Freitas, os reflexos da perda sobre o repasse do FPM pode ser interpretada como o principal problema dos municípios. O quadro, segundo ele, é ainda mais grave para os pequenos municípios, que em sua maioria tem no FPM sua maior fonte de arrecadação. Pelo menos 80 municípios de Mato Grosso sofrem hoje com a redução do repasse do FPM. A ajuda do governo federal para reposição das perdas ajudou, mas não solucionou a situação e por causa disso a maioria das prefeituras no Estado enfrentará sérios problemas para conseguir pagar o 13º salário, disse. A revisão dos índices de distribuição do ICMS, sob a gerência do Executivo estadual, também consta na pauta de reivindicações. Segundo Manoel, a AMM criou uma comissão responsável pelo estudo sobre o assunto. A expectativa é de que o trabalho assegure novos parâmetros de distribuição que garanta melhor desempenho dos repasses do Executivo estadual para as prefeituras. Manoel reconheceu que as conquistas dos municípios ainda estão aquém do desejado. A AMM lidera nos dias 5 e 6 de novembro o encontro de prefeitos que será realizado em Cuiabá, no Centro de Eventos do Pantanal quando entra na pauta de debates as ações a serem realizadas em defesa do municipalismo.