O prefeito e o vice-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato e Luiz Carlos Nardi, respectivamente, se defenderam do processo de improbidade administrativa atacando o promotor Marcos Brant. O promotor impetrou ação pedindo a indisponibilidade dos bens de Rossato e Nardi. O juiz da terceira Vara do município, Jorge Iafelice dos Santos, acatou o pedido. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, o processo corre em segredo de justiça, mas alguns passos do processo estão disponíveis para consulta no site do órgão, sem ter o conteúdo da decisão. Segundo informações, o promotor acusa o prefeito e o vice de usar dinheiro público para promoção pessoal. O último andamento do processo, datado em 19 deste mês, pede a notificação dos réus relacionados no processo para que os mesmo apresentem defesa em 15 dias. O juiz pede a Rossato e Nardi que ofereçam todo e qualquer tipo de sobre os fatos, podendo ser documentos ou justificações. Durante pouco mais de meia hora, Rossato e Nardi concederam entrevista coletiva, na manhã de ontem, para explicar o assunto. O vice-prefeito foi o mais taxativo ao explicar a acusação. De acordo com ele, o processo é um verdadeiro relatório das ações realizadas durante todo o mandado da atual administração. Esse [Brant] é o verdadeiro marqueteiro que qualquer político gostaria de ter. Isto [mostrando cópia do processo] é uma campanha eleitoral pronta para nós. Ele divulgou os trabalhos de 38 meses que nós fizemos. Não sabíamos que inaugurar obras e prestar serviços relevantes à sociedade é crime de improbidade administrativa. O prefeito, mais diplomático, considerou como leviana a acusação da promotoria e avisou que vai continuar trabalhando pela população porque não considera crime inaugurar obras e prestar serviços à comunidade. Eu quero ser processado a vida inteira enquanto estiver fazendo obras, enquanto tiver fazendo bom uso do dinheiro público. Eu posso mostrar aquilo que é feito e dizer que nós não temos medo nenhum desse processo. Pelo contrário. Vamos responder. A decisão cabe recurso.