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Segunda-feira, 04 de Dezembro de 2006, 21h:42

COMPRA DE VOTOS

PF inicia perícia em documentos

A Polícia Federal vai realizar a partir de amanhã até quinta-feira desta semana exames grafotécnicos para periciar textos e assinaturas de pessoas que declararam ter recebido propostas de compra de voto pelo atual prefeito Dilceu Rossato (PPS). Os exames, requeridos pelo próprio prefeito e pelo Ministério Público, foram autorizados pelo Juízo Eleitoral em 30 de novembro de 2005. Porém, como os originais dos documentos encontravam-se no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, somente agora a análise poderá ser feita. O procedimento será realizado em sala montada nas dependências do Fórum de Sorriso, onde também funciona o Cartório da 43ª Zona Eleitoral. O objetivo do exame grafotécnicos será certificar se conferem com a grafia dos respectivos eleitores as assinaturas de 50 declarações afirmando ter vendido o voto para Rossato. Dilceu Rossato e Luiz Carlos Nardi venceram a disputa para prefeito e vice, mas a vitória foi contestada pelo seu adversário e candidato derrotado, Clomir Bedin, "Chicão Bedin" (PMDB), e pelo PFL, que ingressaram com recurso na Justiça Eleitoral. Bedin acusou Rossato de ter comprado votos de eleitores. Entre as várias acusações, destaca-se a troca de voto por quitação de parcelas de compra de lotes urbanos. O processo foi julgado antecipadamente pelo Juízo Eleitoral de Sorriso, que rejeitou a denúncia. O peemedebista recorreu ao TRE/MT, que determinou a reabertura do processo objetivando a colheita de provas. Rossato recorreu ao TSE, arrastando para a Capital Federal os autos, ainda não julgados em definitivo. O Juízo da 43ª Zona Eleitoral, por sua vez, decidiu iniciar o Processo de Investigação Judicial através dos autos suplementares, no qual consta os exames grafotécnicos. Os autos suplementares chegaram em Sorriso no mês outubro de 2005, sendo marcada audiência para novembro e, ainda no mesmo mês, autorizada a realização de provas grafotécnicas nas declarações de compra de votos. Os exames grafotécnicos são feitos com a colheita de texto aleatório redigido de punho pelos eleitores que assinaram as declarações. Esses manuscritos serão comparados, para assim certificar a veracidade dos depoimentos. Esse procedimento é necessário porque as 48 declarações foram recolhidas e apresentadas à Justiça Eleitoral pela parte denunciante. Para serem aceitas como verdadeiras é preciso certificar se aqueles que assinaram as declarações realmente são os eleitores relacionados na denúncia. (Com Assessoria)

Edição EDIÇÃO 16958




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