O desembargador Orlando Perri afirmou que o dinheiro que recebeu do Tribunal a título de benefícios é legítimo e ainda diz que todos os magistrados de Mato Grosso receberam essas verbas. A declaração rebate as acusações do advogado Marcos Souza de Barros, que entrou com uma ação popular contra Perri e também contra o desembargador aposentado Paulo Lessa e outros servidores do Tribunal de Justiça, pedindo a devolução R$ 21 milhões, dinheiro que teriam recebido irregularmente do TJ na gestão de Lessa. Marcos Souza de Barros é irmão do juiz aposentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcelo Souza Barros. Nessa ação deveriam estar o irmão dele e os amigos dele também, porque todo mundo recebeu essas verbas indenizatórias, disse Perri. O desembargador foi autor do processo que desencadeou a aposentadoria de três desembargadores e sete juízes do Tribunal, inclusive Marcelo Souza Barros, acusados de receber benefícios irregulares do Tribunal para ajudarem uma cooperativa de crédito ligada a maçonaria. Enquanto corregedor-geral, ele pediu a contratação de uma empresa de auditoria, que apontou o pagamento de benefícios irregulares aos magistrados, e também fraudes no processo de distribuição no Tribunal. A legalidade dessa auditoria já foi julgada pelo CNJ, que considerou o resultado legal, mas decretou a contratação irregular, porque foi feita sem licitação. Todavia, esse resultado não anulou o resultado da audotoria. Além disso, Perri também é autor de um processo no qual Marcos Souza de Barros figura como réu, num esquema de fraude em licitação do Tribunal para a compra de automóveis Corolas. Na ação, Barros também cita o juiz Luiz Aparecido Bertolucci. Para Perri, essa foi uma jogada estratégica do advogado, já que Bertolucci é juiz da Vara de ação civil pública. Desse modo o Bertolucci fica impedido de julgar os processos aos quais ele e o grupo dele responde, acusou Perri.