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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009, 20h:45

AVALIAÇÃO

Percival diz que PSDB está esfacelado

Dirigente reiterou ainda que o momento também servirá para que o partido reavalie a política de condução das articulações

SONIA FIORI
Da Reportagem
Presidente estadual do PPS, o deputado estadual Percival Muniz deu uma clara demonstração ontem da distância que marca hoje a sigla e o PSDB de Mato Grosso. Em tom enfático, o líder do PPS disse que o PSDB está “esfacelado” no Estado e que a Operação Pacenas, deflagrada pela Polícia Federal sobre o PAC da Capital, poderá servir de termômetro para que os tucanos tenham mais humildade. Percival reiterou também que o momento também poderá servir para que o PSDB reavalie a política de condução das articulações com outros partidos. “O PSDB é um partido que está frágil, está se recuperando porque tem traumas de duas derrotas nas eleições. Essa questão do PAC pode prejudicar, mas quem sabe a humildade pode ajudar”, disparou. O visível resquício de mágoa ressurge das eleições municipais, quando Percival consolidou apoio ao projeto de reeleição do tucano na Capital. A contrapartida de Wilson em Rondonópolis não agradou no período. O prefeito à época respaldou a candidatura do prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB). E o PPS por sua vez selou entendimento de apoio ao candidato derrotado no município, ex-prefeito Adilton Sachetti (PR). No entanto, a orientação da nacional do PPS se dá em torno da aliança nacional, que engloba siglas como o DEM e o PSDB. Na tentativa de dar sequencia aos encaminhamentos da nacional, Percival não descarta debater futuramente com os tucanos possível composição. Entretanto, Percival acentua o discurso de que o senador Jayme Campos (DEM) é um dos principais nomes para pleitear o comando do Estado em 2010. “Acho que o Jayme se resolver botar o bloco na rua pode receber muito apoio, até de partidos da base do governo”, disse. Enquanto as articulações continuam nos bastidores, no campo das reuniões extra-oficiais, o PPS também destaca a intenção de construir uma candidatura própria – tendo Percival Muniz à frente da disputa ao governo. Segundo ele, o partido não veta nenhuma possibilidade de entendimento desde que a aliança contemple os planos do partido. Já prevendo as chances de se coligar em majoritária liderada por outra legenda, Percival admite rever a posição de líder de majoritária. “Temos um projeto que é de chegar ao comando do Estado, mas estamos abertos para uma parceria que alcance as metas do partido como a que prevê um plano de governo que amplie os avanços no Estado”, disse. Nesse caso, acrescentou, o PPS defenderá participação em uma das vagas na majoritária, com destaque para as candidaturas a vice-governador e ao Senado. Ele também não descarta composição com os partidos da base aliada do governo.

Edição EDIÇÃO 16958




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