O maior descontentamento em torno da composição das comissões permanentes da Assembléia Legislativa ficou por conta do deputado José Carlos do Pátio (PMDB). Um acordo entre o PMDB e o PT, que fez com que o partido abdicasse de algumas posições, provocou a ira do parlamentar. Ele criticou a atitude dos colegas de bancada e afirmou que a maioria das comissões não funcionam. Os colegas estão cedendo demais, estão patrolando tudo, esbravejou o parlamentar, que se retirou da sala da presidência no meio da reunião. Deixa eles se entenderem lá, eu vou ficar na periferia do poder mesmo, mas pelo menos vou honrar os votos que recebi, completou seu protesto. De acordo com o líder do PMDB, deputado Nataniel de Jesus, o partido fez uma composição com o PT para garantir o maior número de representantes nas comissões. Nós abrimos mão da Educação para ficar com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e com a de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, explicou o líder da bancada. O deputado Zé do Pátio foi indicado como titular para quatro comissões, entre elas a CCJ, da qual ele pretende ser presidente. No total, o PMDB, que possui três parlamentares, ficou com 10 vagas. Já o PT, com dois deputados, ficou com seis assentos. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Riva (PTB), fez questão de esclarecer que a discussão ocorrida durante a reunião foi uma questão de foro íntimo do PMDB. (MR)