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Sábado, 26 de Julho de 2008, 14h:02

Para ministro, produtores são injustiçados

O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger classificou como positivo o balanço do primeiro dia de visitas a projetos econômicos sustentáveis mato-grossenses, que aliam desenvolvimento com preservação ambiental e geração de emprego e renda. Ele afirmou também que, sem resolver o confuso quadro de insegurança institucional e a morosidade burocrática que emperram a produção na Amazônia, as críticas que têm manchado a imagem dos produtores mato-grossenses são de fato, injustas. A afirmação foi feita a mais de 300 líderes empresariais, autoridades e produtores rurais, reunidos em Sinop (500 Km ao Norte de Cuiabá), na noite de sexta-feira. Depois de ouvir produtores rurais nas reuniões de Sorriso e Sinop e receber documentos reivindicatórios, Mangabeira Unger reafirmou que é preciso agilizar a regularização fundiária, com a titularidade das propriedades e acelerar as licenças ambientais. “É preciso distinguir a Amazônia com floresta da Amazônia sem floresta, que é a região do Cerrado”, com tradição de alta produtividade de grãos. Segundo ele, é preciso quebrar a idéia de que não se pode conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. “O modelo que queremos é o concilia, que seja fruto da convergência de interesses”, destacou. O ministro ressaltou que é preciso compreender ainda, que a agricultura familiar e a agricultura empresarial são modalidades que se integram num mesmo modelo econômico, embora com necessidades imediatas distintas. Mangabeira Unger reconheceu que é preciso reconstruir as instituições e ampliar as oportunidades. O depoimento mais contundente, o ministro ouviu em Sorriso, quando um produtor rural, acompanhado de seu filho, criticou a morosidade dos órgãos responsáveis pela regularização. “Nós precisamos do Incra, da Sema. O Incra, toda semana tem invasão do MST, a Sema demora com o processo, e vai se enrolando dois ou três anos”, desabafou, emendando que depois de ser chamado até de “bandido”, vai aconselhar o filho a não ser mais “lavoureiro” (agricultor).

Edição edição 16957




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